Reprodução/Facebook
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'Não vamos mais ficar sem patrocínio master', afirma Nabil Khaznadar

Candidato da Chapa 2, Avança Santos, diz que patrocínio de camisa será consequência de um grande projeto social 

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Nabil Khaznadar, da Avança Santos (Chapa 2), defende os títulos conquistados pela gestão do ex-presidente Luis Álvaro de Oliveira. 'O Santos é o time paulista que mais venceu nos últimos cinco anos'. Se eleito, promete modernizar o departamento de marketing e diz que vai encomendar uma pesquisa para detectar o por quê a Vila não recebe grande público. Abaixo, a entrevista.

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?

Divido isso em duas partes. O Santos recebeu uma proposta do Chelsea no segundo semestre de 2010 para vender o Neymar por 30 milhões de euros. O Santos não aceitou e naquela época foi pedido uma renovação de contrato. Foi feito uma renovação errônea porque ele tinha contrato até 2015 e reduziram para 2014. Nunca vi uma renovação de contrato de tempo menor. As negociações foram muito malfeitas. Não teria feito esse tipo de acordo. A teve a segunda parte: a carta dada ao pai (Neymar) que o liberava para procurar um clube que se sentisse no direito. Realmente complicou. Ninguém sabia da carta.  

Qual foi o maior erro da atual gestão?

Essa é a gestão Laor, o Odílio foi o vice e caiu no colo dele a presidência. É uma gestão vencedora em títulos, está comprovado. É time paulista que mais venceu nos últimos cinco anos. Onde errou? Tiveram alguns erros. Poderíamos ter crescido mais em número de sócios, e hoje temos 50% de sócios inadimplentes. Isso representa R$ 1 milhão por mês. Não podemos se dar ao luxo de não pegar esse dinheiro por mês. O reflexo dessa inadimplência é um pouco o time e a gestão que não soube tratar melhor o associado e o torcedor.

O que acontece com Leandro Damião?

Eu comparo Damião com o Montillo. Chegou com muita expectativa em cima dele. E o Montillo não jogou como jogou no Cruzeiro. Mas nos últimos três meses dele que ele jogou, ele cresceu. O Santos vendeu e repôs o dinheiro. O que acho que tem de fazer com o Damião, que só vai ser pago em 2017, tem de deixar isso claro, temos mais dois anos inteiros para fazê-lo jogar bola, é ter uma boa conversa e dar tranquilidade ao jogador. Ele não desaprendeu a jogar.


A situação financeira do clube preocupa?

O Santos tem um buraco no fluxo de caixa de R$ 80 milhões. Nosso buraco está na falta de patrocínio master e no pagamento da dívida do ex-presidente. Já pagamos 50 milhões de reais. Se não estaria equilibrado. Não vamos mais ficar sem patrocínio master, estamos preparando um projeto social grande, no qual o patrocínio master será uma consequência.

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?

O Santos é um clube atípico: está numa cidade de litoral e a maior parte dos torcedores fica fora dela. Precisamos primeiro saber o que acontece com a Vila. O problema é a Vila? Existem projetos? Dá para reformar? Vamos fazer uma pesquisa com o santista e mandar para nosso cadastro do sócio torcedor. 

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

A gente vai tentar ver quais as condições de uma ampliação da Vila. Se é possível algo tipo a Bomborena. Ou até virar estádio butique, diminuir para 12 mil pessoas, talvez, mas com condições melhores em todos os sentidos. Em São Paulo, (um novo estádio) teria de ser com a iniciativa privada.

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