Paulo Fonseca/EFE
Paulo Fonseca/EFE

'Não vamos tirar o pé', diz Diego Tardelli após título da Libertadores

O Atlético-MG volta a jogar quatro dias depois de ter conquistado o principal triunfo de sua história

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2013 | 12h56

BELO HORIZONTE - O Atlético-MG volta hoje, às 16h, ao Mineirão, quatro dias depois de ter conquistado o principal título a sua história, a Copa Libertadores. Diego Tardelli e os demais jogadores que atuaram na histórica partida contra o Olimpia, do Paraguai, no entanto, não estarão em campo para enfrentar arquirrival Cruzeiro.

Os heróis da conquista ganharam folga do técnico Cuca, mas a partir da próxima rodada terão a missão de buscar mais dois títulos antes do Mundial: a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. “Não vamos tirar o pé. Vamos em busca desses dois títulos”, afirma o atacante Diego Tardelli nesta entrevista ao Estado.

 

ESTADO - Como estão as comemorações do título da Libertadores?

Diego Tardelli - Ainda não terminaram, né? Depois do jogo, fomos para uma casa noturna com as nossas famílias, mas ainda precisamos festejar ao lado da nossa torcida.

ESTADO - Qual foi o grande momento do Atlético-MG na Libertadores?

DT - Foram vários. Cada jogo teve a sua importância e um personagem diferente. Teve  a água do Ronaldo contra o São Paulo, os três gols do Bernard contra o Arsenal, os três gols do Jô diante do São Paulo, os pênaltis defendidos pelo Victor... Mas acho que o principal foi a torcida.

ESTADO - Como nasceu essa empatia entre jogadores e torcida?

DT - A massa merecia esse título. Essa torcida não podia  ficar tanto tempo sem título de peso. Eles nos apoiaram o tempo todo, não desistiram um só segundo. Se não fosse a torcida, não teríamos chegado onde chegamos.

ESTADO - Você já era considerado um ídolo da torcida por causa da sua primeira passagem pelo Atlético-MG, mas esse título o coloca definitivamente na história do clube?

DT - Com certeza. Independentemente do que acontecer daqui para frente, esse título ficará para sempre marcado na história do Atlético-MG. Eu já havia conquistado campeonatos mineiros aqui, mas precisava de um título como a Libertadores e ele veio esse ano.

ESTADO - Como será a preparação do Atlético-MG até o Mundial?

DT - É evidente que o Mundial é a prioridade, mas não podemos pensar só nisso. Temos ainda a Copa do Brasil e o Brasileiro. Não vamos tirar o pé. Vamos em busca desses dois títulos. Na Copa do Brasil, especialmente, acredito que temos grandes chances. Já mostramos a nossa força no mata-mata, principalmente jogando em casa. Sem contar que o Atlético-MG nunca ganhou a Copa do Brasil e isso torna o torneio ainda mais atrativo.

ESTADO - Em 2005, você foi campeão da Libertadores com o São Paulo e acabou ficando de fora do Mundial. Isso lhe traz uma motivação maior para esse ano?

DT - No São Paulo, eu era reserva, jogava pouco. Aqui é diferente, me sinto importante para equipe. Já tive a oportunidade de disputar um Mundial e não disputei. Agora, a motivação é enorme para voltar a fazer história no Atlético-MG.

ESTADO - O título da Libertadores torna o Atlético-MG o time a ser batido. Como lidar com isso?

DT - Todo mundo vai querer tirar uma casquinha da gente. Sabemos disso. Mas isso é um fator a mais de motivação para continuarmos jogando em alto nível.

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