Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

'Não viemos à Rússia só para curtir o momento', diz o capitão do Panamá

Roman Torres diz "viver um sonho" e afirma que equipe vai "trabalhar duro" contra a Bélgica

Estadão Conteúdo

17 Junho 2018 | 08h34

Autor do gol que classificou o Panamá para uma Copa do Mundo pela primeira vez, o zagueiro Roman Torres quer que a seleção do país se concentre em ter uma boa participação no Mundial. A estreia panamenha no torneio na Rússia vai ser contra a Bélgica, ao meio-dia (de Brasília) desta segunda-feira, em Sochi.

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"Disputar um Mundial foi algo com o que eu sempre sonhei na vida. Eu já havia jogado um nas categorias de base, mas o sonho de defender a seleção principal em uma Copa se realizou. Agora é hora de, em vez de curtir o momento, trabalhar duro para fazer uma boa campanha", afirmou Torres.

O Panamá empatava por 1 a 1 até os 43 minutos do segundo tempo contra a Costa Rica e terminaria em quinto lugar no hexagonal final das Eliminatórias da Concacaf se o resultado fosse mantido. Torres tomou a iniciativa de ir ao ataque e chutou de dentro da área para fazer o gol da virada panamenha, que garantiu dois pontos a mais e a última vaga direta do continente para o Mundial, na terceira posição.

Ao fim do momento de euforia, o zagueiro só queria saber de uma coisa: "Perguntei ao árbitro quanto tempo ainda faltava e pedi que ele terminasse a partida o mais rápido possível". Pelo Panamá, Torres já havia disputado o Mundial Sub-20 de 2005 e cinco edições de Copa Ouro, todas entre 2005 e 2015.

Em setembro de 2015, um mês depois de se transferir do Millonarios, da Colômbia, para os Seattle Sounders, dos Estados Unidos, o defensor rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. O revés deixou o jogador pessimista, que até cogitou encerrar a carreira.

 

"Quando eu me lesionei, tiveram momentos em que eu pensei que nunca mais ia voltar a jogar futebol. Fiquei com raiva quando me contaram que eu ia ficar quase um ano sem atuar. Senti que o mundo estava acabando ao meu redor. Depois de um tempo, apenas pedi a Deus que me desse força para acordar de manhã todo dia para fazer fisioterapia e me dar força mental", relatou o capitão panamenho, que virou herói no país dele.

Depois de enfrentar a Bélgica, o Panamá terá pela frente a Inglaterra, às 9 horas (de Brasília) do próximo domingo, em Nijni Novgorod. A seleção panamenha vai terminar participação no Grupo G contra a Tunísia, às 15 horas (de Brasília) do dia 28, em Saransk.

 

 

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