Vladimir Rodas/AFP
Vladimir Rodas/AFP

Narcotráfico pode estar envolvido em jogos beneficentes de Messi

EUA e Espanha investigam lavagem de dinheiro de cartéis em ações

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2015 | 11h09

O FBI e a Agência Antidroga dos Estados Unidos investigam há algum tempo o envolvimento de um cartel do narcotráfico mexicano nas partidas beneficentes do melhor jogador do mundo, o argentino do Barcelona Lionel Messi. De acordo com informação do jornal madrilenho El Mundo, a polícia dos EUA agora conta com a colaboração de uma testemunha, que não teve o nome revelado e está sob proteção da Justiça, que diz que as partidas amistosas do meia, organizadas por seu pai, são destinadas também à lavagem de dinheiro dos traficantes. Segundo o jornal, Messi e seu pai sempre souberam desse fato.

A Justiça da Espanha também investiga o caso desde 2013. São jogos organizados pela Fundação Messi, cujo pai do jogador, Jorge, é o responsável. Existe a possibilidade de outros cartéis, como os colombianos, estarem envolvidos. Ingressos para essas partidas eram falsificados na lavagem do dinheiro, cujo setor do estádio foi batizado de 'Fila Zero'.

O esquema, de acordo com a reportagem, era bastante simples de operacionar: os ingressos eram 'vendidos', mas ninguém aparecia no estádio. Parte do 'investimento' ia para os organizadores, a família de Messi, que distribuíam para os convidados do jogador. O percentual encaminhado para a Fundação Messi era de 10% a 20% do dinheiro lavado.

Em janeiro deste ano, o jornal El País, da Espanha, revelou depoimento de um suposto representante de Messi, Guillermo Marín, de que a Fundação havia desviado dinheiro para um paraíso fiscal. Marín mudou seu depoimento algumas vezes. Num deles, a Fundação Messi teria recebido US$ 300 mil por um jogo. 

A Justiça ainda não tem argumentos e indícios para acusar o jogador do Barcelona, mas as investigações continuam. Os jogos investigados ocorreram nas temporadas de 2013 e 2014, em Colômbia, México, Peru e Estados Unidos. Jogadores convidados para algumas dessas partidas afirmaram à polícia não terem recebido qualquer tipo de cachê. Estavam em campo por causa do amigo Messi. O estafe do jogador ainda não se manifestou.

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