Nas eleições da CBF, oposição enfrenta a primeira crise

Novelletto perde apoio de dirigente carioca um dia depois de ser aprovado como candidato contra Del Nero

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2014 | 04h17

SÃO PAULO - O presidente da Federação Gaúcha, Francisco Novelletto, teve na quarta-feira, um dia depois de ser aprovado como provável representante da oposição na eleição à presidência da CBF, noção exata de como vai ser difícil viabilizar sua candidatura. O presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, apontado como um dos apoiadores da candidatura, disse que não é bem assim. E Ednaldo Rodrigues, da Bahiana, garante não ter se decidido.

A eleição da CBF vai ser realizada em abril e a situação terá como candidato o presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero, um dos atuais vices e homem forte da administração de José Maria Marin. Novelletto foi definido candidato dos descontentes numa reunião realizada terça-feira, em São Paulo, comandada pelo outro líder da oposição, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Teve, de início, apoio das federações do Rio, Minas Gerais e Paraná.

Para poder registrar a chapa, o gaúcho precisa do apoio de 8 das 27 federações estaduais e de 5 dos 20 clubes da Primeira Divisão. Assim, ficou combinado que ele terá até o fim de fevereiro para viabilizar sua candidatura. Por isso, o recuo de Lopes - disse ainda não ter candidato - o deixou bastante irritado. "A mim causou surpresa. Se é isso, nós estamos perdendo tempo", disse ao Estado em tom indignado. "Eles (a situação) já têm o apoio de 19, 20 presidentes e nós vamos ficar pra lá e pra cá?"

Lopes já demonstrou interesse em ser candidato e há quem considere que isso pode estar por trás de sua mudança de humor. O carioca não foi localizado. Novelletto, que entre outras propostas diz que irá distribuir melhor o dinheiro ganho pela CBF - com atenção especial aos pequenos -, garante que não vai "deixar a luta". "Vamos conseguir. Apoio de clubes não é problema", assegurou. Questionado sobre quais federações estão com ele, se esquivou. "As posições mudam", justificou.

Ednaldo Rodrigues, também mencionado como simpático à candidatura do gaúcho, negou. "Nem estive na reunião. E já disse várias vezes que só vou me posicionar após a CBF lançar o candidato de maneira oficial. Vou pensar antes de tudo nos interesses do futebol baiano."

Candidato quase certo da situação, Del Nero não atendeu os telefonemas do Estado. Entre os partidários da atual administração, há quem conte com a hipótese de Marin se candidatar à reeleição e, saindo-se vencedor, renunciar depois de alguns meses em favor de Del Nero, que seria um dos vices na chapa. Essa hipótese, porém, é considerada remota.

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