Alex Silva / Estadão
Alex Silva / Estadão

Nas escolinhas do PSG, Messi é idolatrado e traz mais alunos, mas Neymar ainda reina

PSG Academy tem 20 unidades no Brasil com cerca de quatro mil alunos e planeja abrir mais 100 em três anos

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2021 | 14h00

Lionel Messi não impactou somente os cofres do Paris Saint-Germain, mais cheios com as vendas de camisas, e as redes sociais, com fãs de vários países que passaram a acompanhar os conteúdos digitais do clube graças ao craque argentino. A chegada do jogador eleito seis vezes o melhor do mundo afetou também as escolinhas de futebol do PSG. Elas ganharam novos alunos, de 4 a 19 anos, que jogam no mesmo “time” que o camisa 30.

A PSG Academy registrou em agosto um aumento de 25% de matrículas nas três unidades de São Paulo - Pompeia, Pinheiros e Laguna. Os números ainda serão consolidados e é provável que essa procura seja maior, ressalta a diretora de marketing da PSG Academy, Marion Conseil.

“Obviamente, já estamos observando um efeito direto, muito concreto, tanto para o PSG quanto para a PSG Academy no Brasil”, resume Marion ao Estadão. Ela conta que os alunos sentem-se motivados por fazer parte, de algum modo, do clube em que joga o astro argentino. “Messi representa a excelência, um dos valores principais da nossa escola”.

As escolinhas de futebol do PSG estão espalhadas em 15 países. São 105 unidades em 65 cidades ao redor do mundo e cerca de 20 mil alunos. No Brasil, 4 mil crianças e jovens matriculados jogam em 20 unidades distribuídas em 13 cidades. O País foi o primeiro fora da França a abrir uma unidade da PSG Academy, no Rio de Janeiro. 

Contratação mais cara da história do futebol mundial, Neymar chegou a Paris em 2017 e sua vinda impulsionou a abertura de mais unidades no Brasil. Em setembro, será inaugurada a 21ª, em Salvador. Agora, com Messi, existe um plano ambicioso de expansão. “Esperamos um ciclo virtuoso para os próximos meses e anos”, diz Marion.

O objetivo é abrir mais 100 unidades em 3 anos no Brasil, “com a ambição de ser referência no mercado de escolas de futebol no País”.

O Estadão visitou uma das unidades, a de Pinheiros, inaugurada no fim de maio. Para jogar lá duas vezes por semana, os alunos pagam R$ 350 por mês, além do material esportivo. A metodologia utilizada é a mesma implementada nas categorias de base do clube francês. A ideia, dizem os treinadores, é “desenvolver atletas inteligentes” e o ensino é voltado para que os jogadores entendam o jogo e saibam analisar as informações mais importantes para tomar as melhores decisões dentro de campo.

Em Pinheiros, entre os técnicos, há duas mulheres. E a reportagem também notou a presença feminina nas aulas. Na Pompeia, a unidade mais antiga na capital paulista, aberta desde 2017, existe, inclusive, um time inteiro formado por meninas, que faz parte do “Juntas, Somos Futebol”, projeto voltado para o futebol feminino. Embora o objetivo das escolinhas não seja revelar jogadores e jogadoras, alguns se destacam a ponto de ganharem chance nos clubes. E há até atletas chamadas para as seleções de base, casos de Iara Dantas, Ana Júlia e Luana Gusmão. As três são ex-alunas da PSG Academy e recentemente foram convocadas para a seleção brasileira feminina sub-17.

As meninas e os meninos são fãs de Messi, mas ainda mais de Neymar. A reportagem constatou, ao falar com eles, que o brasileiro é o ídolo da maior parte dos garotos e garotas das escolinhas do PSG no Brasil.

As poucas exceções são Cauê e Pedro, que treinam na unidade da Pompeia. Os dois são filhos do meia-atacante Dudu, do Palmeiras, e têm, obviamente, o pai como ídolo. “O Pedro dá show. Tem 7 anos, mas joga com os mais velhos”, conta Paulo Pinto, gerente da PSG Academy. 

Paulo, 57 anos, cuida das operações das franquias em São Paulo. Após as dificuldades provocadas pela pandemia, ele é otimista quanto ao futuro das escolas. Parte da de Pinheiros está em reforma e ainda vai ganhar a identidade visual do PSG. 

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