Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Negociação 'relâmpago' faz São Paulo sofrer para manter Maicon

Pressa em fevereiro tirou do clube margem de acordo com o Porto

O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2016 | 07h00

A pressa para trazer o zagueiro Maicon, em fevereiro, faz o São Paulo penar atualmente para conseguir renovar o contrato dele para além de 30 de junho. O clube admite que como tinha pouco tempo em fevereiro para negociar a vinda por empréstimo do defensor do Porto, não chegou a propor ao time português uma permanência mais longa do jogador, um dos destaques do elenco.

O titular do técnico Edgardo Bauza veio ao São Paulo após quase acertar com o Atlético-MG. As negociações estavam avançadas até o time do Morumbi entrar na disputa e levar a melhor. "Ele estava com sua contratação encaminhada por outra equipe do futebol brasileiro. Tivemos 12 horas, em uma virada de sábado para domingo, para reverter esse negócio a nosso favor", contou nesta segunda-feira o diretor executivo de futebol, Gustavo Oliveira.

O dirigente é o responsável por negociar contratos para o clube. Mais uma vez, está em contato com os portugueses para tentar prolongar a passagem de Maicon. O zagueiro é um dos destaques na Copa Libertadores e se não renovar, ficará fora da disputa das semifinais contra o Atlético Nacional, da Colômbia, nos dias 6 e 13 de julho.

Oliveira esteve duas vezes em Portugal para negociar um novo acordo e afirmou que trabalha com discrição. "Entendo a ansiedade do torcedor de ver essa questão resolvida, mas a melhor maneira de trabalhar é em silêncio. É assim que você tem maior margem de argumento e negociação. As conversas estão acontecendo e serão tratadas fora dos holofotes", afirmou.

O fim do contrato de Maicon será na mesma data do vínculo de Calleri. A diferença no caso do argentino é que o acordo prevê ampliar a permanência dele até o fim de julho enquanto o São Paulo estiver na disputa da Libertadores. No caso do zagueiro, essa condição não foi acordada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.