Nelsinho encara pressão no São Paulo

Como trabalhar em um clube quando a pressão dos bastidores é maior do que o normal? Para o técnico do São Paulo, Nelsinho Baptista, a melhor alternativa é tentar permanecer isento aos acontecimentos extra-campo. Pelo menos é dessa forma que ele procura reagir nesse momento em que a política ferve no Morumbi por causa da proximidade das eleições presidenciais, que devem ocorrer em abril. O treinador não admite nem sob tortura. Porém, a cada dia fica mais difícil negar que as questões administrativas influenciam o trabalho da comissão técnica. Nelsinho, por sua vez, se mostra consciente de que o resultado de seu trabalho pode ter influência direta no resultado das urnas. No entanto, opta por dissimular. ?Quando nós treinadores estamos dirigindo um grande clube, já sabemos que precisamos conquistar títulos?, afirmou. ?E isso não depende de eleição.? Questões político-administrativas à parte, o treinador são-paulino estudou os problemas que assolaram sua equipe desde o início do Torneio Rio-São Paulo. Para ele, é preciso aperfeiçoar o posicionamento no campo. ?Não é só uma questão de atacar ou defender?, comentou. ?A má colocação faz os jogadores cometerem faltas desnecessárias e, conseqüentemente, receberem cartões bobos?, disse, ao comentar o excessivo número de expulsões da equipe. A última delas envolveu Fábio Simplício, expulso na vitória por 4 a 3 sobre o Fluminense. O adversário de sábado, às 19 horas, é o Botafogo. Com relação ao caso do atacante Luís Fabiano, a diretoria do Tricolor só admite trazê-lo se o Rennes, da França, concordar com um novo empréstimo. No entanto, os franceses não abrem mão de vender o jogador em definitivo.

Agencia Estado,

05 de fevereiro de 2002 | 19h57

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