Nelsinho nunca jogou sem torcida

Reincidente, o Santos não vai conseguir derrubar a interdição da Vila Belmiro por três jogos e, com isso, só voltará a jogar em seu estádio no dia 27 de novembro, quando enfrentará o Botafogo na penúltima jogada do Campeonato Brasileiro. Além do jogo de domingo contra o Cruzeiro, terá de mandar partidas contra o Internacional e o Paraná em outro estádio e com os portões fechados. Como no campeonato do ano passado, em que passou pelo mesmo problema da interdição da Vila Belmiro, o Santos tenta superar mais uma dificuldade. Desta vez, apenas poderá chegar à Libertadores, já que não tem mais chances de vencer o Brasileiro. O fato de jogar fora de casa sete das oito partidas é um complicador a mais na vida do técnico Nelsinho Baptista, que ainda tenta acertar o time dentro da competição. E também o fato de jogar com os portões fechados assusta um pouco o treinador. "É a primeira vez que vou fazer um jogo oficial sem torcida", disse ele, referindo-se à partida de domingo contra o Cruzeiro, que será disputada no Parque Antártica. Para ele, "o calor da torcida é muito importante. Às vezes o time está precisando, meio parado em campo, o torcedor incentiva e a equipe pega novamente". Nelsinho Baptista admite que esse é um fator que pesa durante o jogo, "mas não é o preponderante para decidir a partida". E reclama: "sem o calor da torcida, é uma coisa bastante estranha". O volante Fabinho já passou por essa experiência de jogar com os portões fechados e não gostou. "É muito chato", admite o jogador. "A gente não gosta de jogar sem aquela vibração e empolgação do torcedor que vai ao estádio e é a razão maior da partida". Mesmo assim, acha que não tem o que fazer. "Temos de encarar isso pensando sempre na nossa responsabilidade de colocar o Santos na Libertadores e essa é a vontade que tem de prevalecer nos próximos jogos". E conclui: o fato de jogar com os portões fechados não pode atrapalhar e a equipe tem de estar preparada e disposta a tudo, pois nosso objetivo é a vaga para a Libertadores". O Santos terá de cumprir a interdição de três partidas, mas a diretoria encaminhou documentação à CBF demonstrando as melhorias que realizou para aumentar a segurança da Vila Belmiro, juntamente com o pedido de vistoria do estádio. Com isso, pretende que haja a liberação para o penúltimo jogo do Brasileiro, quando enfrentará o Botafogo em seu campo.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2005 | 17h27

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