Nelsinho pensa em escalar Dentinho como titular do Corinthians

Meia-atacante agrada ao técnico e aparece como opção para dar maior poder ofensivo contra o Figueirense

Vítor Marques, Jornal da Tarde

23 de outubro de 2007 | 19h43

O técnico corintiano Nelsinho Batista conseguiu abstrair algo de bom na derrota do Corinthians para o Náutico (1 a 0): o futebol do garoto Dentinho. O rápido atacante de 18 anos deve ser a novidade da equipe que enfrenta o Figueirense, domingo no Pacaembu. "A entrada dele foi uma das coisas boas dessa partida. Penso em escalá-lo", afirmou o treinador corintiano, que, há uma semana, havia dado chance a Lulinha, outro garoto do terrão do Parque São Jorge.Nelsinho gostou dos dois jovens corintianos atuando juntos no jogo diante dos pernambucanos. "É bom ter mais opções no elenco. Contra o Náutico eles jogaram como gente grande. Não sentiram pressão", disse ele. "A oportunidade está sendo dada. Cabe ao jogador aproveitá-la", cobra o técnico.Dentinho é candidatíssimo a ocupar o lugar de Aílton, o autor do pênalti que custou a derrota nos Aflitos, aos 44 mim do segundo tempo. Dessa forma, o garoto faria a dupla de ataque ao lado de Finazzi, o artilheiro do time. E Lulinha não sai. Fará às vezes de um meia-atacante, vindo de trás.Se as promessas têm confiança do treinador, os volantes Vampeta e Ricardinho, dois veteranos, seguem fora dos planos de Nelsinho. Pelo menos para saírem jogando. "Escalo a equipe de acordo com o que eu analiso. O Vampeta tem entrado, e é também bastante útil fora do campo. Já o Ricardinho está voltando de contusão e ainda sente nos treinamentos."Nesta terça pela manhã, antes do treino, Nelsinho se reuniu com os jogadores. O assunto era um só: rebaixamento. O comandante, que mantém discurso otimista, disse que os jogadores estão preocupados quanto aos riscos da queda à série B."Mas vi também que os jogadores tão confiantes. Sinto que algo de bom virá. E espero que seja nesse jogo contra o Figueirense", sonha Nelsinho, que consegue ver evolução na equipe. "Houve uma resposta positivo do grupo. Evoluímos em algumas partidas, mas não estamos traduzindo essa melhora em gols", disse.A matemática para fugir do rebaixamento está lançada. O Corinthians precisa vencer quatro partidas (12 pontos) nos últimos seis jogos que restam (18 pontos). Menos que isso, o time já não dependerá de suas próprias forças."Todos os nossos próximos rivais buscam alguma coisa, Libertadores, Sul-Americana ou rebaixamento, que é o caso do Goiás. Todos precisam ganhar, mas vamos focar nosso trabalho e não pensar nos outros times. O objetivo agora é vencer o Figueirense."Nelsinho também aproveitou para descartar refugiar o elenco no interior, para evitar contato com a torcida. O motivo é simples: o técnico quer que seus jogadores sintam a responsabilidade de evitar a degola. "Não vamos sair daqui porque os jogadores precisam sofrer cobranças, até para eles poderem reagirem", afirma.

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