Nelsinho rebate críticas da torcida

O que era para ser uma tradicional entrevista coletiva pós-jogo se transformou em uma sessão de desabafo. O técnico Nelsinho Baptista, visivelmente irritado com as vaias que recebeu dos torcedores durante e depois do final da partida em que o São Paulo venceu o Fluminense por 4 a 3, neste domingo, no Morumbi, entrou na sala com o semblante fechado, os olhos arregalados e com a voz um tom acima."O que você achou das vaias e xingamentos da torcida?" A pergunta, evidentemente inevitável, sobre a reação dos torcedores na saída de Souza, foi tudo o que o treinador precisava para dar início à sua metralhadora verbal, pouco comum para quem se caracteriza por um temperamento, ao menos na maior parte do tempo, contido.Antes de explicar as razões que o levaram a proceder a mudança, o treinador são-paulino enfatizou sua posição dentro do clube. "Eu sou o técnico. Eu decido quem vai entrar e quem vai sair. Até segunda ordem, quem manda aqui sou eu", esbravejava. "Não é meia dúzia de cafajestes que vai tumultuar o ambiente do nosso time." A respeito da substituição de Souza, que se transformou em um dos destaques da equipe paulista na vitória sobre o Fluminense, Nelsinho explicou que era algo que já estava planejado. A atitude lhe valeu diversos gritos da torcida, que o chamou de "burro". "O Souza não está nas mesma condições físicas dos demais jogadores. Ele jogou as finais do Campeonato Brasileiro pelo Atlético-PR e se juntou ao nosso grupo bem depois. Por isso, não agüenta jogar o tempo todo", disse. "No intervalo, já havia conversado com ele (Souza) para saber se conseguiria voltar para o segundo tempo." Síndrome - Nelsinho afastou totalmente a possibilidade de o clube contratar um psicólogo para trabalhar o aspecto emocional dos atletas. A idéia foi apresentada como uma alternativa para terminar com as oscilações do time no campo. Neste domingo, quase o São Paulo deixa escapar outra vitória certa nos últimos minutos, como ocorrei na primeira rodada diante do Etti Jundiaí (depois de estar vencendo por 3 a 1, permitiu o empate). "Não precisamos de nada disso. O São Paulo é uma equipe jovem que só precisa de experiência, amadurecimento para evitar que esse tipo de situação volte a se repetir", analisou o treinador tricolor.

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