Nelsinho tem histórico de problemas

Esta não é a primeira vez que o técnico Nelsinho Baptista afasta jogadores sob o argumento de que estariam prejudicando o seu trabalho. Desde que foi vice-campeão paulista com o Novorizontino, em 1990, ele coleciona desafetos no futebol. Agora, o treinador resolveu separar Carlos Miguel, Gustavo Neri e Rogério Pinheiro do restante do grupo do São Paulo, alegando que eles seriam "laranjas podres" dentro do elenco.Em 92, dirigindo o Palmeiras, Nelsinho "isolou" de uma só vez o atacante Evair, o meia Jorginho, o goleiro Ivan e o zagueiro Andrei. Por vários meses, os quatro ficaram treinando separadamente e guardam até hoje mágoas do técnico. Na ocasião, o treinador apresentou a mesma justificativa de agora: os jogadores não vinham correspondendo, deixando transparecer que estariam fazendo "corpo mole", com o objetivo de derrubá-lo.Já no Corinthians, em 1997, Nelsinho também teve prolemas de relacionamento com o atacante Túlio, contratado pelo extinto Banco Excel, então patrocinador do clube. Descontente com o trabalho de Túlio, o treinador resolveu deixá-lo no banco de reservas e colocou Mirandinha em seu lugar.Até hoje perduram comentários no Canindé de que Nelsinho, na época em que dirigiu a Portuguesa (99), praticamente não conversava com o meia Alexandre. Titular da equipe antes da chegada do treinador, o jogador estranhou a atitude do técnico, que só o relacionava quando não tinha mesmo outra opção.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2001 | 20h02

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