Nelsinho tenta acabar com estigma

Bem que o técnico do São Paulo, Nelsinho Baptista, tentou evitar. Mas não teve jeito. Ele acabou se rendendo ao fato de que sua equipe está diante de um estigma: o de passar apuros desnecessários, sobretudo após estar vencendo jogos por placares "confortáveis". Foi assim na estréia do Torneio Rio-São Paulo, diante do Etti Jundiaí, e na última rodada, contra o Fluminense. Diante do Botafogo-RJ, sábado, às 16 horas, no Maracanã, o objetivo é mudar. Ao longo da semana, não faltaram argumentos para (tentar) explicar o que acontece no Morumbi. Início de temporada, equipe desfalcada e o fato de ser um grupo jovem foram alguns deles. A saída, no entanto, foi reconhecer que o problema, de fato, existe e buscar solucioná-lo. A alternativa que mais agradou ao treinador foi escalar Wilson para formar o trio de zagueiros ao lado de Émerson e Jean. "Meu objetivo é ter dois jogadores mais fortes e viris (Wilson e Jean) para não dar tanto espaço e não sofrer tantos gols", explicou Nelsinho. Reforça a tese o fato de que, do outro lado, está o artilheiro do campeonato: Dodô, com 6 gols (mesma marca de Roger, do Fluminense). Como se não bastasse, os cariocas lideram a classificação, ao lado da Ponte Preta, com 10 pontos. Além da mudança na defesa, Nelsinho conta com o retorno de Belletti e Kaká, que estavam com a seleção no amistoso na Arábia Saudita. "Eles devem chegar amanhã e vamos conversar para ver como estão se sentindo. Creio que não haverá problema", disse o técnico.

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