Nem Deus ameniza a rivalidade de Brasil e Argentina

Na Copa dos Padres, no Vaticano, pega entre brasileiros e argentinos foi quente em 2013

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2014 | 17h51

SÃO PAULO - Não há Cristo que amenize a rivalidade entre Brasil e Argentina. Literalmente. No ano passado, quando as duas seleções se encontraram na Copa dos Padres, o jogo foi muito mais disputado do que o normal no torneio. Não houve expulsões – algo que não ocorreu nas duas últimas edições –, mas os lances foram além do espírito de fraternidade que marca a competição, como mostra a foto ao lado. Os diretores espirituais, membros da comissão técnica que cuidam do comportamento dos jogadores, tiveram muito trabalho.

"Esse é um jogo que ninguém gosta de perder, nem nós, os padres. Eles também queriam manter a hegemonia em relação ao Brasil. A rivalidade é diferente dos outros jogos. É um estímulo a mais", reconhece o padre Edisley Batista dos Santos, coordenador da equipe brasileira. "Somos rivais sempre. Até aqui", concorda o padre Ivan Conceição, o mais habilidoso do time.

Os brasileiros do Colégio Pio Brasileiro fizeram o clássico sul-americano contra o Verbo Incarnato, que representa os argentinos da Congregação Verbo Encarnado. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, os brasileiros venceram nos pênaltis por 8 a 7. Após a vitória dramática, o Brasil acabou eliminado nas quartas de final ao perder para os Estados Unidos, atuais bicampeões. "Podemos chegar à final", diz o padre Ivan.

Mesmo que o futebol seja a parte menos importante das atividades eclesiásticas, os padres levam o torneio a sério. Eles ensaiam jogadas e atuam à imagem e semelhança dos profissionais. Os times africanos usam a força física, os norte-americanos são organizados e disciplinados e brasileiros e argentinos são mais habilidosos e preferem o jogo individual.

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