Nem o São Paulo se acha favorito

Há um mês, nem o mais pessimista torcedor poderia imaginar que o São Paulo estaria na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Dia 14 de julho, a equipe goleava o Atlético-PR por 4 a 0, e conquistava a Taça Libertadores pela terceira vez. Bastaram 30 dias para o time apresentar erros primários e futebol irreconhecível. Sem vencer há oito jogos, talvez pela primeira vez em muito tempo o São Paulo não seja favorito absoluto contra o Fortaleza, às 18h10, no Morumbi, pois o rival tem campanha melhor e a pressão sobre a equipe de Paulo Autuori aumenta a cada rodada.Nem os são-paulinos garantem a vitória. "Não há favoritos no Brasileiro, as equipes se equivalem muito", opinou o lateral-esquerdo Júnior, que volta de suspensão. "Às vezes, achamos que o jogo será fácil e ele se torna difícil", disse o lateral, que hesitou para apostar: "Acho que vai dar São Paulo."Richarlyson, outra novidade do time, foi mais convicto. "Jogando em casa o São Paulo sempre é favorito", arriscou, com ressalvas. "Temos de respeitar o Fortaleza, pelo que vem fazendo no campeonato."Não é para menos. Desde que a crise são-paulina começou - na derrota por 2 a 1 para o Santos -, o Fortaleza obteve quatro vitórias e quatro derrotas. Somou 12 pontos e marcou 14 gols. O São Paulo ganhou apenas três pontos e só fez nove gols. "Está faltando um pouco de sorte, não estamos jogando tão mal", afirmou Júnior. "Mas contra o Fortaleza, nossa margem de erro tem de ser de 0%.""Precisamos sufocar desde o início, marcar um gol nos primeiros minutos, para ter tranqüilidade", receita Richarlyson. Resta saber se a tática vai surtir efeito: na série negativa, por três vezes o time largou na frente - Brasiliense, Palmeiras e Figueirense - e não sustentou a vantagem.Contra os cearenses, Paulo Autuori abandona o esquema tático com três zagueiros e dá nova chance ao atacante Roger. Hernanes será o titular da lateral-direita, pois Cicinho e Souza estão suspensos.

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