Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Nenê marca e garante vitória do Vasco no clássico contra o Botafogo

Cruzmaltino encosta na zona de classificação para Libertadores com vitória por 1 a 0 sobre rival, no Maracanã

Itamar Cardin, especial para o Estadão Conteúdo

14 Outubro 2017 | 21h10

Nenê fazia uma partida discreta neste sábado. Mas, após arriscar de fora da área e contar com um desvio em Joel Carli, o meia-atacante marcou o gol da vitória do Vasco sobre o Botafogo, por 1 a 0, no Maracanã, no Rio, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo, aliás, foi marcado por discussões e reclamações, especialmente no segundo tempo. Em campo, contudo, prevaleceu a falta de inspiração, minimizada pelo lance fortuito de Nenê.

+ TEMPO REAL - Vasco 1 x 0 Botafogo

O bom resultado deixou o Vasco na oitava colocação com 39 pontos, quatro atrás do Botafogo, o sexto colocado. E, sobretudo, afastou a equipe da zona de rebaixamento e a colocou na disputa por uma vaga na Copa Libertadores. Na próxima rodada, os dois clubes jogam na quarta-feira, fora de casa: o time de Zé Ricardo encara o Atlético Goianiense no Serra Dourada, enquanto os botafoguenses desafiam o Avaí na Ressacada.

As duas equipes chegaram embaladas para o clássico, mas com desfalques no setor ofensivo. Sem perder há três partidas, o Vasco não podia contar o atacante argentino Andrés Rios, suspenso, e Luis Fabiano, ainda sem ritmo após se recuperar de contusão. Thalles ganhou uma chance.

E o Botafogo, que vencera cinco dos últimos seis jogos na competição, não tinha Roger, recém-operado para a retirada de um tumor no rim, e o meio-campo Matheus Fernandes, suspenso. Para substitui-los, Jair Ventura apostou em Marcos Vinícius e Brenner.

Mas os problemas ofensivos ficaram evidentes. Desde o início o jogo foi moroso e estudado. As duas equipes, assim, pareciam mais preocupadas em não perder e pouco criavam. Embora o mando fosse do adversário, o Botafogo controlava a posse e tocava a bola com Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Arnaldo, mas não oferecia qualquer perigo.

O Vasco esperava. E, em saída fortuita aos 11 minutos, o volante Wellington carregou, nenhum meia apareceu e ele aproveitou para arriscar de longe. Acertou a trave. Dois minutos depois foi a vez de o meia Mateus Vital receber cruzamento rasteiro dentro da área, na primeira jogada bem trabalhada da partida. O chute saiu firme, mas a bola bateu em Carli.

Os sustos não modificaram a proposta do Botafogo. E a falta de eficiência tampouco mudou. A equipe rodava a bola no meio e não conseguia infiltrar - Rodrigo Pimpão e Brenner, por exemplo, eram meros figurantes. Tanto que na única jogada de perigo do time no primeiro tempo os atacantes sequer tocaram na bola: Bruno Silva tocou na direita, Arnaldo cruzou e Marcos Vinícius bateu para a boa defesa de Martin Silva.

Nos minutos finais do primeiro tempo, empurrado pela torcida, o Vasco subiu a marcação e tentou controlar o meio. Nenê e Wagner, contudo, faziam uma partida apática. Assim como ocorrera com o Botafogo anteriormente, a equipe rodava a bola sem conseguir acionar Thalles. Wagner ainda sentiu uma contusão e foi substituído no intervalo por Yago Pikachu.

Tudo continuou igual no segundo tempo: muitos passes laterais ou para trás e quase nenhuma criatividade ofensiva. Os chutes de longe - e sem pontaria - passaram a ser uma alternativa constante às duas equipes. A exceção veio aos sete, quando Mateus Vital aproveitou toque de cabeça. Em vez de chutar, ele matou no peito e deu belo passe por elevação. Dentro da área, sozinho, Nenê bateu firme e Gatito Fernández fez grande defesa.

Foi um bom ensaio do meia-atacante. Se o time pouco produzia, já aos 23, ele ganhou dividida de Igor Rabello, tentou resolver sozinho e arriscou de fora da área. A bola desviou em Joel Carli antes de entrar no canto, sem qualquer chance para Gatito. Os jogadores do Botafogo reclamaram que a bola teria tocado na mão de Nenê, mas o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo validou o lance.

Em vantagem, o Vasco se fechou de vez, enquanto Jair Ventura percebeu a inoperância de seu ataque e colocou Vinicius Tanque e Guilherme, respectivamente nos lugares de Brenner e Rodrigo Pimpão. Em campo, porém, a situação pouco mudou: o Botafogo seguiu inoperante e pouco ameaçou Martin Silva. Houve, ainda, um princípio de confusão quando Paulo Vitor simulou ter sido agredido por Bruno Silva. Nada, contudo, que amenizasse a boa vitória - e a festa da torcida vascaína.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 0 BOTAFOGO

VASCO - Martin Silva; Madson, Breno, Anderson Martins e Ramon; Jean, Wellington, Wagner (Yago Pikachu), Mateus Vital (Paulo Vitor) e Nenê; Thalles (Caio Monteiro). Técnico: Zé Ricardo.

BOTAFOGO - Gatito Fernández; Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Marcos Vinícius (Gilson); Rodrigo Pimpão (Guilherme) e Brenner (Vinicius Tanque). Técnico: Jair Ventura.

GOL - Nenê, aos 23 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP).

CARTÕES AMARELOS - Yago Pikachu, Caio Monteiro, Paulo Vitor, Jean e Nenê (Vasco); Marcos Vinícius, Joel Carli e Bruno Silva (Botafogo).

RENDA - R$ 1.063.215.

PÚBLICO - 27.424 pagantes (31.406 presentes).

LOCAL - Maracanã, no Rio de Janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.