Nenê não tem pressa para voltar à seleção de basquete

Pivô do Denver Nuggets pensa em sua recuperação para, então, ajudar o Brasil no pré-olímpico

Redação,

07 de março de 2008 | 20h14

Nenê Hilário até gostaria de ajudar a seleção brasileira masculina de basquete a conquistar uma vaga na Olimpíada de Pequim. Mas não há nada que o faça precipitar seu retorno as quadras. O jogador tem como prioridade absoluta a plena recuperação da cirurgia para a retirada de um tumor no testículo direito - ele já passou por uma sessão de quimioterapia, no dia 26 de fevereiro."Ainda estou concentrado na minha recuperação e vou fazer tudo o que for preciso, sem pressa, para que tudo fique bem, porque minha saúde está em primeiro lugar", disse o pivô, nesta sexta-feira, por meio de seu site. Nenê não pretende estabelecer prazo para seu reencontro com a bola de basquete. "Depende da vontade de Deus o momento e a hora certa em que estarei de volta às quadras."Nenê se mostra otimista em relação à sua recuperação. Evangélico, o pivô deixa claro, em suas declarações, que os problemas de saúde acentuaram sua religiosidade e que a fé está dando a ele serenidade para enfrentar as dificuldades do tratamento. "Estou me sentindo bem, tenho muita confiança de que a pior parte já passou e que estou me recuperando bem", disse, sobre a quimioterapia. "Estou seguindo as orientações dos médicos que me acompanham. Com o passar do tempo, tudo vai melhorar."O tratamento médico, no entanto, não impediu o pivô de acompanhar as notícias da contratação do técnico espanhol Moncho Monsalve para a seleção brasileira. "Não conheço muito sobre ele, mas vi algumas entrevistas, li o noticiário e ele se mostrou muito confiante de que vamos conseguir a vaga olímpica. Isso é muito bom", analisa.Para o pivô, Moncho precisa de apoio total para atingir a sua meta. "Todos temos um objetivo em comum, que é levar o Brasil a Pequim, e ele precisa ter apoio para poder desenvolver um bom trabalho."O jogador do Denver Nuggets, porém, admitiu que não tem tido muito tempo para pensar na sua situação na seleção brasileira. O Brasil terá, no Pré-Olímpico da Grécia, em julho, a última chance de ir aos Jogos. Desde 1996 que o basquete masculino não vai a uma olimpíada.

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