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Receita toma Porsche Panamera de Neymar por irregularidade

Empresa do jogador é acusada de fraudular processo de importação

O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 10h39

Mais um caso envolvendo o jogador Neymar e a Receita Federal estourou nesta terça-feira. Um automóvel de modelo Porsche Panamera, comprado pelo atleta no ano de 2011, está há mais de um ano retido em posse do poder público, que alega irregularidades com a Receita Federal no ato de importação do veículo. A Neymar Sport e Marketing, empresa que cuida dos direitos de imagem do jogador e que realizou a compra, se diz inocente e afirmou ter sido a 'vítima' do caso.

No ano de 2011, Neymar venceu uma aposta com seu pai ao ser campeão, artilheiro e marcar dois gols na final do Sul-Americano Sub-20 daquele ano e, em troca, pediu o carro importado. Para que o automóvel chegasse ao Brasil, a empresa contratou uma intermediária, a Select, que teria cobrado R$ 60 mil pelo serviço. Porém, em 2013, a empresa de Neymar foi autuada pela Receita Federal, sob acusação da prática conhecida como "importação por encomenda não declarada", ou seja, quando uma companhia utiliza outra de forma irregular para este fim. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 

Aassim que chegou ao Brasil, o carro foi comprado por outra empresa, chamada First. Dois dias depois, foi finalmente repassado à Neymar Sport. Desse modo, a companhia efetivamente interessada na importação se exime de obrigações do setor. "A First foi só o importador ostensivo, que cedeu seu nome ao real adquirente da importação, a Neymar Sport, que era o importador de fato. Este tipo de importação fraudulenta é tão danosa quanto a importação por conta e ordem não declarada", diz um trecho do auto de infração da Receita.

A empresa de Neymar, porém, se diz vítima do caso. A assessoria do jogador afirma que todos os valores foram pagos normalmente à empresa compradora do veículo, mas, ainda segundo a versão da assessoria, a empresa foi surpreendida com uma fiscalização sofrida pela First, que culminou com a a apreensão do automóvel. Porém, a chance de não conseguir reaver o Porsche é considerada remota por parte do jogador do Barcelona e seus advogados, que já estão no caso.

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