Neymar brilha e Santos abre vantagem na Libertadores

Praticamente sem correr riscos na defesa, o Santos não precisou de mais do que três lances geniais de Neymar para vencer o Cerro Porteño por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, e abrir vantagem na semifinal da Copa Libertadores. Com o resultado, joga por um empate na partida de volta, no Paraguai. Uma derrota por um gol de diferença também classifica o time santista à final, exceção ao 1 a 0, que levaria a decisão para os pênaltis.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Agência Estado

26 de maio de 2011 | 00h03

As melhores chances de gol do Santos saíram dos pés de Neymar. Primeiro, em um passe preciso para Léo nas costas da zaga. Depois, num cruzamento da linha de fundo, que originou o gol de Edu Dracena. Nos acréscimos do segundo tempo, repetiu a jogada, mas Alan Patrick bateu em cima do goleiro. Diante deste cenário, o resto do time santista fez o básico, segurou um Cerro Porteño pouco interessado em atacar e garantiu a vitória magra.

Como previsto, Neymar apanhou bastante, mas provavelmente menos do que ele mesmo esperava. O atacante ainda teve que se controlar para não ser expulso, uma vez que jogou pendurado durante quase todo o jogo. Ainda com 24 minutos do primeiro tempo, levou um cartão amarelo ao tirar, dentro de campo, a camiseta que usava por baixo do uniforme

Os dois times voltam a se enfrentar na quarta-feira que vem, às 21h50, em Assunção. Antes, o Santos tem compromisso pelo Campeonato Brasileiro. No sábado, visita o Botafogo, provavelmente com um time reserva, tal qual já havia feito na abertura do torneio.

NEYMAR RESOLVE - Sem poder contar com Ganso nem com Alan Patrick, seu substituto natural, o técnico Muricy Ramalho teve que reordenar a equipe. Elano virou meia, Danilo passou a ter mais espaço e Adriano ficou como cão de guarda. Aliadas à ausência de Jonathan, as modificações deixaram o Santos mais lento e com mais dificuldade de penetrar na fechada defesa do Cerro Porteño.

Foram necessários 15 minutos de jogo para o time da casa criasse a primeira chance e ela só surgiu por conta da genialidade de Neymar. O jovem deu passe em profundidade para Léo, que invadiu a área, ficou cara a cara com Barreto, mas errou a passada, bateu fraco na bola, e não conseguiu tirar do goleiro, que fez a defesa no canto esquerdo.

O Santos tinha mais posse de bola, mas seguia tendo dificuldade em furar a zaga paraguaia. Quando tentou de fora da área, também errou, primeiro com Zé Eduardo, depois com Elano, que bateu falta com perigo, raspando o travessão. O atacante também estragou um ataque ao tentar o chute na pequena área quando Danilo vinha de trás em melhor condição de marcar.

Pelo alto, a zaga santista dava bobeira. Tanto que o Cerro ficou muito perto de abrir o placar aos 37. Após escanteio pela direita, Fabrro desviou no primeiro pau e deixou três paraguaios livres no meio da pequena área. Benítez tentou o cabeceio, mas não pegou em cheio na bola e mandou para fora.

Para desequilibrar um jogo morno, só mesmo a genialidade de Neymar. Aos 43, ele passou em velocidade por dois marcadores na esquerda da área - o segundo com a ajuda de uma pedalada -, chegou à linha de fundo e cruzou na trave oposta. Edu Dracena subiu mais que zaga e cabeceou para o gol. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar.

Depois de Neymar, foi a vez de Rafael brilhar. Logo em seguida, o Cerro chegou com um cruzamento da direita. Livre na pequena área, Benítez cabeceou à queima-roupa e obrigou o goleiro santista a ótima defesa com o pé direito.

POUCAS CHANCES - A segunda etapa começou sem mudanças nas escalações e com o Cerro mantendo a postura defensiva da primeira etapa. O placar de 1 a 0 não era tão desfavorável assim. O Santos, com pouca criatividade no meio-campo, também não conseguia furar o paredão defensivo paraguaio.

Quando conseguiu ultrapassar essa barreira, aos 15, Elano bateu cruzado da direita da área, mas Zé Eduardo chegou atrasado de carrinho e não conseguiu empurrar a bola para a rede. Morno, o jogo só voltou a levantar a torcida com 27 minutos, quando Neymar tentou um chute de fora da área, de esquerda, e exigiu bonita defesa de Barreto no alto.

Provavelmente gostando do que via, Muricy só mexeu no time aos 35 minutos. Tirou Zé Eduardo e colocou Maikon Leite. Em seguida, Léo saiu contundido e foi substituído por Alex Sandro. Na primeira vez que os novatos participaram do jogo, o lateral cruzou da esquerda e o atacante quase marcou no primeiro pau.

Já nos acréscimos, Neymar repetiu a ótima jogada pela esquerda da área e cruzou para Alan Patrick no meio da área. O jovem, que havia entrado no lugar de Elano, bateu sem força na bola e Barreto salvou com os pés.

FICHA TÉCNICA:

Santos 1 x 0 Cerro Porteño

Santos - Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Danilo, Arouca e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite). Técnico: Muricy Ramalho.

Cerro Porteño - Barreto; Piris, Uglessich, Pedro Benítez e César Benítez; Cáceres, Villarreal (Burgos), Torres (Nuñez) e Julio dos Santos; Fabbro e Bareiro (Nanni). Técnico: Leonardo Astrada.

Gol - Edu Dracena, aos 43 minutos do primeiro tempo.

Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai).

Cartões amarelos - Neymar, Arouca, Torres, Nanni, Cáceres e Villarreal.

Renda - R$ 1.286.140,00.

Público - 31.434 pagantes.

Local - Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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