Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Neymar deve ser eleito pela Fifa o melhor da Copa das Confederações

Questionado na seleção antes do torneio, craque conquista a torcida e o respeito dos críticos

JAMIL CHADE - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2013 | 07h59

RIO - Neymar tem tudo para ser o craque da Copa das Confederações. A revelação é de um dos principais nomes do Comitê Técnico da Fifa, o treinador francês Gerard Houllier, que admitiu ontem que o jogador brasileiro está na liderança nessa disputa.

Em cada um dos jogos do torneio, um comitê da Fifa avaliou cada um dos atletas e escolheu o melhor em campo. Neymar foi eleito o craque do jogo em três ocasiões, contra o Japão, Itália e México. O atacante só não ganhou na semifinal contra o Uruguai. O escolhido foi Julio Cesar, pelo pênalti que pegou e por sua boa atuação.

"Por enquanto, o melhor jogador do torneio é Neymar", declarou Houllier, um dos responsáveis por avaliar o desempenho dos atletas em campo. O nome escolhido será anunciado no domingo, depois da entrega de uma lista de cinco jogadores para que cada jornalista dê seu voto. A eleição será válida até o final do primeiro tempo do jogo.

Ainda que não saia como vencedor, Neymar deixa a Copa das Confederações em alta, com imagem valorizada e recebendo elogios rasgados de companheiros e mesmo de adversários de peso.

Durante a semana, Lionel Messi chegou a comentar que esperava que Neymar, pelo Barcelona, faça o mesmo que está realizando com a seleção na Copa das Confederações.

Há duas semanas, a situação de Neymar dentro da seleção e no mundo do futebol era bem diferente. O jogador não havia tido nenhuma participação brilhante com a seleção e era questionado. No exterior, muitos chegaram a criticar o fato de o Barcelona ter pago caro para levar o craque. 

FELIPÃO FICA 

Pressionado em seu cargo e isolado pelo governo, o presidente da CBF, José Maria Marin, insinua que a permanência de Luiz Felipe Scolari no comando da seleção está relacionado à sua própria sobrevivência no cargo. "Enquanto eu ficar na CBF, Felipão fica", afirmou Marin, ao ser questionado pelo Estado. O cartola está no Rio para reuniões com a Fifa e para acompanhar a final no domingo. Segundo ele, mesmo uma derrota do Brasil diante da Espanha não afetaria o cargo de Felipão. "Não é isso que vai determinar", insistiu.

Marin evitou chamar a final da Copa das Confederações de o principal teste até hoje vivido pela seleção sob o comando de Scolari. "É um teste importante, mas é mais um teste apenas", declarou o cartola.

A atuação de Marin como presidente da CBF e do COL da Copa ainda estaria ameaçada depois do torneio diante da pressão que o governo está disposto a fazer para enfraquecer o cartola nas eleições para a CBF, em março de 2014. Nesta sexta-feira, numa coletiva da Fifa para avaliar a Copa das Confederações, Marin leu uma declaração em que tentava mostrar que estava participando do processo decisório, ignorando os protestos e ressaltando a "união" que existe entre Fifa, governo e a CBF.

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