Daniel Apuy/Reuters
Daniel Apuy/Reuters

Neymar disputou só a metade dos jogos da seleção brasileira após a Copa da Rússia

Apesar da ausência de sua referência dentro dos gramados, Tite conseguiu manter o bom desempenho do grupo

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 10h15

Além de ter consolidado os bons números de Tite à frente da seleção, a vitória por 2 a 0 diante do Uruguai, na noite desta terça-feira, foi marcada pela ausência de Neymar mais uma vez. O craque brasileiro não pôde jogar em decorrência de uma lesão e isso tem se tornado recorrente. Desde de a eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, o camisa 10 foi desfalque na metade dos confrontos que o time verde e amarelo disputou.

Ao todo, foram 26 jogos. Neymar participou exatamente de 13. Isso, contudo, não significa que o rendimento da seleção tenha caído. Na verdade, sem sua referência dentro dos gramados, o Brasil manteve o mesmo aproveitamento: nove vitórias, três empates e uma única derrota.

Tite, apesar de admitir que o craque faz falta, avalia que manter o mesmo rendimento seja natural. "Em um lance individual, ele faz aquilo que ninguém imagina. Tem a clarividência de fazer. Mas a gente tem que saber trabalhar. Fomos campeões da Copa América sem ele, sentindo a falta dele. É inevitável", ponderou o treinador.

Desde que Tite assumiu o comando do Brasil, em setembro de 2016, a seleção acumula 38 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas. Isso em 52 jogos, o que atribui ao treinador um aproveitamento de quase 80%.

O zagueiro Thiago Silva, avaliou que, apesar das ausências, e não só de Neymar, já que a seleção acumulava oito desfalques - Rodrigo Caio, Fabinho, Philippe Coutinho, Pedro, Éder Militão, Casemiro e Gabriel Menino - o bom resultado diante do Uruguai representa a força e determinação do grupo.

"Acredito na força do grupo, determinação, o respeito ao nosso rival (Uruguai), que aqui dentro é muito forte. Embora a gente estivesse sem nossos principais jogadores, o principal, que é o Neymar, fizemos um grande jogo, conseguimos anular as principais jogadas do Uruguai, que é um adversário muito difícil. É motivo de muita alegria, muito orgulho desse grupo", comemorou o defensor, após a vitória.

Agora, o Brasil volta a campo apenas em março de 2021. A primeira partida acontece contra a Colômbia, em Bogotá. Em seguida, Tite e seus comandados recebem a Argentina, na Arena Pernambuco. 

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