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Neymar divulga carta com aval do Santos para deixar o clube

Carta do dia 8 de novembro de 2011 foi assinada pelo então presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro

O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2014 | 16h26

SÃO PAULO - Neymar escreveu um novo capítulo da polêmica transferência para o Barcelona. Na tarde desta quarta-feira, o jogador divulgou uma carta na qual o Santos autoriza o atleta a iniciar as negociações com o clube catalão. O texto é assinado pelo então presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, no dia 8 de novembro de 2011.

Na carta, o ex-mandatário do Santos explica que "concorda e autoriza o atleta Neymar a iniciar as tratativas com quaisquer entidades de prática desportiva, nacionais ou internacionais". O dirigente deixa claro, no entanto, que a possível troca de clube só seria autorizada a partir de 2014, respeitando os termos de contrato mantidos com o Santos. 

 

Na manhã desta quarta-feira, Luis Alvaro voltou a negar o contrato assinado em 2011. "As declarações do pai do Neymar são equivocadas, é pra tirar o foco do fato de que ele fez um excelente negocio pro filho dele, recebendo uma montanha de dinheiro", disse em entrevista à Rádio ESPN

 

Nesta terça-feira, o pai de Neymar confirmou que o acordo foi firmado no fim de 2011. Na negociação, o Barcelona concordou em pagar 10 milhões de euros depois de ter recebido a garantia de que teria "prioridade de compra" do jogador brasileiro no futuro.

A quantia repassada pelo Barcelona ainda em 2011 era, segundo o pai de Neymar, um adiantamento. O acordo entre as partes previa a devolução de 40 milhões de euros ao time espanhol caso o jogador optasse por assinar contrato com outro clube.

 

A compra de Neymar resultou na renúncia de Sandro Rosell à presidência do Barcelona na última semana. O dirigente é acusado de ter sonegado o valor real da contratação, que é investigada pela justiça espanhola. Rosell garantia que o jogador custou 57,1 milhões de euros (aproximadamente R$ 184,7 milhões). O preço real, contudo, seria de 95 milhões de euros (R$ 307 milhões), em razão de comissões pagas para as partes envolvidas na transação.

Nos supostos contratos secretos estariam 8,5 milhões de euros que iriam para o pai de Neymar. O Barcelona ainda teria pago 7,9 milhões para reservar eventuais promessas que surgissem no Santos e mais 9 milhões de euros para jogar um amistoso contra o clube. A essa conta ainda deveriam ser somadas comissões para a realização de projetos sociais nas favelas, num valor de 2,5 milhões de euros. Outros 2 milhões seriam usados para buscar novos craques no Brasil, além de 4 milhões de euros para atrair investidores brasileiros. Desse valor, outros 5% de comissão ao pai de Neymar.

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