Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

Neymar é a atração da seleção brasileira no Beira-Rio

Atacante está escalado para o amistoso contra Honduras

Almir Leite, enviado especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 07h00

Com a volta de Neymar, a seleção brasileira encerra hoje sua curta preparação para a Copa América. E pretende obter no amistoso com Honduras, às 22 horas, no Beira-Rio, o atestado definitivo de que está preparado para ter ambições altas na competição no Chile. A equipe entrará em campo em busca da décima vitória em dez partidas sob o comando de Dunga.

Neymar treinou normalmente ontem, não demonstrou cansaço, foi um dos últimos jogadores a deixar o campo e justificou sua fama de "fominha". "Sem dúvida a chegada do Neymar, campeão e destaque da Champions League, muito motivado, é importante para nós", disse Dunga.

É provável, porém, que o craque não atue todo o tempo. E, quando sair, deverá dar lugar a Robinho, totalmente recuperado das dores do joelho direito que sentiu no período de treinos em Teresópolis.

Com exceção do lateral-direito Danilo, que com o tornozelo direito inchado será substituído por Fabinho, o time que iniciará a partida deverá ser o da estreia na Copa América, domingo, contra o Peru, em Temuco. "É o último jogo preparatório e a gente tem de testar os jogadores que vão iniciar a competição", afirmou o treinador.

Mas ele deu a entender que fará algumas alterações durante a partida para testar opções que poderão ser necessárias durante a competição no Chile. Além disso, há outra preocupação às vésperas da estreia na Copa América: a possível violência da equipe hondurenha. Em amistoso recente entre as duas seleções, disputado em novembro de 2013 (Brasil 5 a 0), o time da América Central bater bastante. Neymar, claro, foi o mais visado.

Dunga espera que isso não ocorra no amistoso desta noite. "O juiz está aí para controlar o jogo. Mas a poucos dias de uma competição, se um ou outro jogador estiver tendo esse problema (de ser caçado em campo), teremos de poupá-lo."

O treinador sabe que o título da Copa América será importante para a autoestima da seleção, além de dar uma vaga na Copa das Confederações de 2017. Torneio que, para Dunga, tem importância relativa. “Quanto mais competições de alto nível você tiver, melhor. Mas fundamental é chegar bem na Copa do Mundo (da Rússia, em 2018), com os jogadores em boas condições."

TORCIDA

Ao contrário do que aconteceu em São Paulo, quando a procura de ingressos para o jogo com o México foi grande (34.649 pessoas pagaram para ver a partida), o amistoso contra Honduras ainda não empolgou os gaúchos. Apenas a partir de ontem, com a badalação feita em torno da presença de Neymar, a procura por entradas aumentou. Durante todo o dia, no ponto de venda do Beira-Rio formaram-se filas nas bilheterias. E no final do treino, foi permitida a entrada de cerca de 200 torcedores, que fizeram grande gritaria por Neymar e David Luiz.

“Ver o Neymar depois que ele ganhou a Champions pelo Barcelona vale a pena. Eu não pensava em ir ao jogo, mas mudei de ideia", disse, enquanto esperava para comprar seu bilhete a professora Ilda Souza. Gremista, ela irá ao Beira-Rio com amigos que torcem para o Inter.

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