Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

Neymar e Messi causam furor na China antes do Superclássico

Grandes atrações do amistoso entre Brasil e Argentina, os colegas de Barcelona já estão na Ásia para o jogo do próximo sábado

Raphael Ramos - Enviado especial a Pequim, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 07h00

Neymar e Messi chegaram nesta terça-feira a Pequim e já dominam as atenções dos chineses nos dias que antecedem o Superclássico das Américas, entre Brasil e Argentina, que será disputado sábado, no Estádio Ninho do Pássaro. Como era de se esperar, os dois foram os mais assediados na capital da China.

Um torcedor publicou em uma rede social uma foto da dupla do Barcelona lado a lado no voo da Europa para a China. Quando os dois desembarcaram em Pequim ainda era noite de segunda-feira no Brasil (o fuso horário é de 11 horas). Na porta do hotel onde a seleção brasileira está hospedada, cerca de 50 torcedores esperavam Neymar em busca de fotos e autógrafos. O atacante, no entanto, não parou para atender aos fãs e subiu direito para o seu quarto. A cena se repetiu com Messi, que chegou à China com mais 13 argentinos e foi recepcionado por dezenas de torcedores no saguão do hotel, que fica a poucos quilômetros da concentração brasileira. 

Brasil e Argentina treinaram no mesmo local, o Olympic Sports Center Stadium. O time de Dunga foi a primeiro a fazer a sua atividade. Dos 23 convocados, apenas 17 foram ao gramado porque o restante ainda não estava na China. O treino foi leve, já que 12 atletas haviam desembarcado em Pequim horas antes de ir a campo. Dunga não deu pistas da equipe que escalará no sábado, pois dividiu os jogadores em três grupos e fez um trabalho em campo reduzido.


O treino da Argentina foi fechado para a imprensa, mas, das arquibancadas do estádio, o repórter do Estado acompanhou o trabalho dos argentinos por aproximadamente uma hora. Primeiro, o técnico Gerardo “Tata” Martino conversou com os 22 atletas no centro do gramado. Na sequência, enquanto os goleiros se exercitavam separados dos demais, os jogadores de linha foram divididos em dois grupos com nove jogadores cada e fizeram duas rodas de "bobinho". Messi e Di María estavam do mesmo lado e esbanjaram talento com toques sutis e inteligentes na bola. Depois, os jogadores treinaram passes de média distância – tinham de acertar cones – e Messi mostrou que continua com a pontaria muito afiada.

Neymar só atendeu aos fãs no hotel à noite, antes e depois do jantar. Primeiro, tirou fotos com representantes da Embaixada do Brasil em Pequim. Depois, posou com torcedores.

DUPLA AFINADA

Após um ano juntos no Barcelona, Neymar e Messi estão com ótimo entendimento. Os dois marcaram 15 dos 22 gols da equipe catalã neste início de temporada. O brasileiro balançou as redes oito vezes e o argentino, sete. Com Messi mais solidário, Neymar foi o maior beneficiado e deixou de ser coadjuvante. Metade dos gols do ex-santista nasceu de passes do argentino. O entrosamento dos dois é fruto do novo posicionamento dado a eles pelo técnico Luis Enrique, substituto de Tata Martino no Barcelona. A ordem é que os dois joguem mais próximos um do outro e não fiquem muito nas beiradas do campo.

Na China, no entanto, Neymar e Messi estão em lados opostos. Será a primeira vez que o brasileiro enfrentará o argentino desde a sua ida para a Espanha, no ano passado. E, quando o assunto é seleção, Messi está em vantagem na disputa particular com Neymar. 

O argentino tem quatro gols em quatro partidas contra o Brasil, enquanto Neymar balançou as redes apenas duas vezes em seis jogos contra a Argentina. Os dois estiveram frente a frente por suas seleções em duas oportunidades, com 100% de aproveitamento para Messi. Em 2011, no Catar, a Argentina ganhou por 1 a 0, com um gol do craque. Em 2012, nos Estados Unidos, Messi deu um show e marcou três vezes na vitória de sua equipe por 4 a 3. 

Para começar a mudar esse retrospecto contra Messi no sábado, Neymar terá a ajuda de Miranda. Poucos jogadores da seleção brasileira conhecem o argentino tão bem quanto o zagueiro do Atlético de Madrid. Nos últimos três anos, o ex-são-paulino enfrentou o astro da Argentina em jogos do Campeonato Espanhol, da Supercopa da Espanha e da Liga dos Campeões. E levou a melhor em várias oportunidades. Por isso, ele dá receita para a defesa brasileira anular o argentino. "Tem de estar atento do primeiro ao último minuto. O Messi é um jogador decisivo e qualquer minuto em que você deixe de ter cuidado pode ser decisivo porque ele obriga o defensor a estar atento o jogo inteiro."

NÚMEROS DOS CRAQUES

Neymar

Barcelona

49 jogos

23 gols

0,47 é média de gols

Brasil

56 jogos

36 gols

0,64 é a média de gols

Messi

Barcelona

434 jogos

361 gols

0,83 é a média de gols

Argentina

93 jogos

42 gols

0,45 é a média de gols

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