Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Neymar e Ronaldinho Gaúcho reinam entre megassalários

Enquanto craque do Santos não para de ampliar receita, astro do Fla encontra dificuldade de receber

Leonardo Maia e Lucas Azevedo,

28 de janeiro de 2012 | 21h27

RIO - Neymar e Ronaldinho Gaúcho extrapolaram a condição de grandes salários. Os craques de Santos e Flamengo reinam absolutos em um patamar que os equipara a estrelas internacionais. Para tanto, os clubes procuram traçar estratégias semelhantes à adotada pelo Corinthians quando contratou Ronaldo, baseada na exploração da imagem. A ideia é fazer com que a maior parte do rendimento do jogador venha de ações comerciais protagonizadas por ele.

 

Neymar é um caso bem-sucedido. "Não há limite para os rendimentos do Neymar. Qualquer contrato que ele feche com patrocinadores, 90% do valor fica com ele e os outros 10% com o clube", observou o presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. "Se considerarmos a receita total do Neymar hoje, eu diria que o Santos paga 40%. Os outros 60% vêm do marketing, das campanhas das quais ele participa. O Neymar se paga."

 

Esta era a expectativa da diretoria do Flamengo e da empresa de marketing esportivo Traffic quando contrataram Ronaldinho Gaúcho. Porém, ao contrário do jovem craque do Santos, a consagrada estrela rubro-negra ainda não conseguiu movimentar o mercado. Muito pelo contrário. Ronaldinho se vê envolvido em polêmica por atraso de salários.

 

Além dos vencimentos de quase R$ 1 milhão de Ronaldinho, a Gávea registra outros salários dignos de inveja: R$ 500 mil do atacante Deivid, R$ 300 mil do meia Renato e os R$ 700 mil do técnico Vanderlei Luxemburgo.

 

VALE POR UM TIME

O futebol carioca protagoniza algumas distorções dentro deste universo dos megassalários. O Fluminense conta com a força do patrocínio da Unimed. O dono da empresa, Celso de Barros, é torcedor apaixonado do Tricolor e não poupa esforços - muito menos dinheiro - para montar o time. Entre as estrelas estão Deco e Fred, que ganham, cada um, R$ 850 mil por mês, e Thiago Neves, que chega para receber R$ 750 mil.

 

Desse montante - que se aproxima de todo o custo do Botafogo com seus jogadores - o Fluminense arca apenas com cerca de R$ 50 mil para cada um, o suficiente para o clube assinar um acordo trabalhista.

 

SÓCIO-TORCEDOR

Em Porto Alegre a estratégia adotada por Internacional e Grêmio é diferente. Os rivais gaúchos apostam na força da torcida. O Colorado conta com 103 mil sócios-torcedores que pagam mensalidade de R$ 25, o que dá ao clube receita de R$ 2,75 milhões.

 

Curiosamente, o Tricolor, mesmo com números menos de sócios (68 mil), conta com receita maior (R$ 3,4 milhões). A explicação está no valor da mensalidade: R$ 50.  

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