Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Neymar é suspenso por quatro jogos e está fora da Copa América

Decisão ainda cabe recurso e CBF tenta diminuir a pena

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR / ENVIADOS ESPECIAIS A SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2015 | 18h59

O atacante Neymar está fora da Copa América do Chile. Ele recebeu uma punição rigorosa e foi suspenso por quatro jogos na tarde desta sexta-feira, em Santiago, por sua expulsão na partida entre Brasil e Colômbia, realizada na última quarta. O atacante do Barcelona ainda foi multado em US$ 10 mil (R$ 31 mil). No entanto, a CBF ainda vai tentar reverter a situação. A entidade vai entrar com recurso, pedindo a revisão da pena.

A pena de quatro jogos, segundo comunicado divulgado pela Conmebol, inclui a suspensão automática pelo segundo cartão amarelo. Portanto, o cartão vermelho que Neymar recebeu após o jogo lhe custou três jogos de gancho. A punição foi rígida porque o atacante ofendeu o árbitro da partida Enrique Osses, segundo a Conmebol.

A CBF terá até este domingo para fazer a apelação, mas deve agir o mais rapidamente possível. A apelação será analisada por uma única pessoa, o equatoriano Guillermo Saltos. Por ser uma competição rápida, ele está de plantão para decidir questões disciplinares da Copa América.

Porém, mesmo se obtiver sucesso, Neymar só poderia voltar a jogar numa eventual final. Isso porque na melhor das hipóteses a redução da pena seria de quatro para três partidas. Se o Brasil for eliminado antes que Neymar cumpra seus jogos de gancho, ele terá de cumprir a suspensão na próxima edição da Copa América e não nas Eliminatórias da Copa do Mundo, competição organizada pela Fifa.

O recurso da CBF será analisado pela Câmara de Apelações. O órgão da Conmebol, no entanto, tem histórico de manter as punições do Tribunal Disciplinar.

Na súmula, o árbitro chileno Enrique Osses narrou a confusão ao final do jogo, a partir da bola chutada em Armero por Neymar e também que o atacante, após ser expulso, o esperou na entrada do túnel para ofendê-lo. A defesa do brasileiro havia pedido a sua absolvição, alegando que ele foi hostilizado por adversários e até por um auxiliar da arbitragem. A defesa foi elaborada pelo diretor jurídico da CBF, Carlos Eugenio Lopes.

Apenas duas pessoas participaram da reunião: Adrian Leiza, representante do Uruguai, e Alberto Lozada, da Bolívia. O chileno Carlos Tapia preferiu não opinar pelo fato de a partida ter sido apitada pelo compatriota Enrique Osses. O brasileiro Caio César Rocha e o colombiano Orlando Morales também não participaram.

 

Tudo o que sabemos sobre:
FutebolNeymarSeleção brasileira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.