EFE e Reuters
EFE e Reuters

Neymar encontra o ídolo Robinho na Liga dos Campeões

A partida entre Milan e Barcelona obrigará atacante de 21 anos a encarar como adversário seu ex-colega de Santos

O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2013 | 07h25

MILÃO - Esta terça é um dia muito especial para Neymar, e não apenas porque ele participará de seu primeiro clássico pela Liga dos Campeões, contra o Milan, em Milão, às 16h45 (de Brasília). Do outro lado do gramado do San Siro estará seu grande ídolo, Robinho. Desde que era apenas uma promessa das divisões de base do Santos, há quase dez anos, a nova estrela do Barcelona tinha no atacante do Milan sua principal referência no mundo da bola. E hoje, talvez um tanto a contragosto, terá de encarar o amigo como adversário pela primeira vez na carreira - eles foram companheiros no Santos por seis meses, em 2010, e em alguns jogos da seleção brasileira.

 

Para o bem e para o mal, a sombra de Robinho persegue Neymar desde a mais tenra idade. Quando deu seus primeiros chutes pelo time profissional do Santos, ele recebeu a responsabilidade de repetir o êxito de Robinho na Vila Belmiro - coisa que conseguiu com muitas sobras. Ao chegar à Espanha, Neymar novamente ouviu comparações com o amigo, mas desta vez elas não tinham um tom elogioso. Ele, de acordo com jornalistas e torcedores espanhóis, tem a responsabilidade de não repetir o fracasso de Robinho no Real Madrid.

 

Embora jogue fora de casa, o Barcelona de Neymar é favorito à vitória. A equipe lidera o Campeonato Espanhol com oito vitórias e um empate em nove jogos e mostra que já se adaptou ao estilo do técnico argentino Gerardo Martino - que, diga-se de passagem, não se atreveu a fazer muitas mudanças na vitoriosa forma de jogar do Barça. Nas últimas partidas, Neymar jogou pelo meio do ataque, como um "falso nove", como gostam de dizer na Espanha. Nesta terça, no entanto, ele deverá voltar à ponta esquerda. E por um motivo muito simples: Lionel Messi, o dono do pedaço, voltará à equipe. Recuperado de uma lesão muscular, o genial argentino ficou no banco de reservas no sábado, contra o Osasuna, mas contra o Milan tem tudo para ser escalado. "Em Pamplona (contra o Osasuna) queríamos testá-lo para os jogos seguintes", explicou Martino. "Ele teve uma recuperação mais rápida do que nós esperávamos e, por isso, preferimos ser prudentes."

 

Robinho foi titular do Milan contra a Udinese, no sábado, e deverá continuar no time, já que foi bastante elogiado pelo técnico Massimiliano Allegri. Kaká, por outro lado, provavelmente ficará no banco de reservas, já que ainda não está em boa forma física.

 

A grande dúvida de Allegri é o que fazer com Balotelli, a maior estrela da equipe. O atacante sofreu recentemente uma lesão muscular e, por causa dela, corre o risco de ficar no banco. Allegri, como era esperado, jogou a responsabilidade para o Barça. "É sempre um jogo especial, o nível mais alto da Europa. Eles (o Barcelona) continuam sendo os melhores do mundo."

 

EM LONDRES

O sétimo jogo entre Milan e Barcelona nas últimas três temporadas (desde 2011, foram três vitórias espanholas, uma italiana e dois empates) é o mais atraente do dia, mas não se deve desprezar o encontro entre Arsenal e Borussia Dortmund, em Londres. A equipe inglesa lidera não só o Grupo F da Liga dos Campeões como também o Campeonato Inglês.

 

A chegada do meia alemão Özil, ex-Real Madrid, impulsionou o Arsenal, que tem mostrado um futebol de alta qualidade. Por isso, o time é o favorito contra os atuais vice-campeões europeus, que mantiveram a base da temporada passada, mas têm rendido menos do que o esperado no torneio continental."Esse jogo não é eliminatório, mas, ainda assim, é decisivo. Se vencermos, teremos 80% da classificação garantida", comentou o técnico do Arsenal, o francês Arsène Wenger. Outro time inglês, o Chelsea, terá de se esforçar bastante para derrotar o Schalke 04, em Gelsenkirchen. A equipe alemã é a líder do Grupo E.

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