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Neymar entra no 2º tempo, faz dois e Brasil vence EUA por 4 a 1

Seleção só joga bem depois que atacante entra em campo

Luís Augusto Monaco, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2015 | 23h42

O último amistoso do Brasil antes de estrear nas Eliminatórias enfrentando o Chile em Santiago serviu para mostrar que o time vai penar nas duas primeiras rodadas, nas quais não poderá contar com Neymar – que cumprirá suspensão. Na vitória de ontem sobre os Estados Unidos em Boston por 4 a 1 só houve jogo nos 45 minutos finais, depois da entrada do craque. Sem ele, o desempenho da equipe foi tão medíocre como havia sido no triunfo por 1 a 0 sobre a Costa Rica.

O adversário mudou em relação ao sábado, mas o roteiro do primeiro tempo foi o mesmo. A seleção fez um gol cedo (Hulk, aos oito minutos, aproveitando o rebote de um cruzamento de Willian que saiu muito fechado e bateu na trave direita) e perdeu o apetite. Ficou com a posse de bola, mas seu primeiro objetivo era manter o perigo – como se o time norte-americano tivesse todo esse poder ofensivo – longe da área de Marcelo Grohe. 

Depois de abrir o placar, o Brasil só foi chutar a gol de novo aos 25 minutos. Douglas Costa driblou seu marcador e bateu cruzado, mas o gramado artificial tirou a força da bola e facilitou a defesa de Guzan. E leve-se em conta que os Estados Unidos não pressionavam no ataque nem na marcação – comportamento muito diferente do que a seleção vai enfrentar nos jogos das Eliminatórias a partir de outubro.

Hulk fez o gol num lance de oportunismo, mas depois não produziu – nem teve chance de produzir – nada. Não recebeu uma bola de frente para o gol, não teve companhia para fazer uma tabela e se enrolou em dois ou três lances. 

Em meio a bocejos, o primeiro tempo chegou ao fim. Mas aí, no intervalo, Dunga resolveu colocar o craque em campo. Neymar entrou no lugar de Willian e transformou um jogo modorrento em algo agradável de ser visto.

O astro do Barcelona joga muito e tem prazer em jogar. Para ele, não faz sentido estar em campo para “administrar” um resultado. Ele quer a bola para ir para cima, para driblar, para desestabilizar os marcadores, para levantar a torcida, para fazer gols. E acaba contagiando os companheiros e os encorajando a se livrar das amarras.

Na primeira bola que recebeu, aos quatro minutos, sofreu pênalti. Cobrou um minuto depois e fez 2 a 0.

Com ele em campo Douglas Costa foi para a direita. Mas Neymar não se limitou a ficar na esquerda, e ampliou seu território. Moveu-se por todo o ataque, voltou para buscar a bola e mostrou o caminho. Foi demais para o limitado time americano, que não ofereceu mais resistência.

Aos 18 minutos, Rafinha recebeu de Lucas (ambos haviam acabado de entrar) e definiu com calma na saída do goleiro. Pouco depois veio o lance mais bonito da partida. Neymar entrou na área pela esquerda, driblou dois zagueiros num espaço curto e, mesmo apertado, deu um toque sutil que deixou o goleiro congelado: 4 a 0.

A seleção ainda teve chances para aumentar o placar, mas faltou a bola cair no pé de Neymar para a rede balançar.

Aos 45 Williams fez o gol de honra dos donos da casa, numa falha de Marcelo Grohe. Mas pouca gente percebeu, porque só havia olhos para Neymar. Que a terceira rodada das Eliminatórias chegue logo.

FICHA TÉCNICA:

Estados Unidos: Guzan; Cameron (Spector), Orozco, Alvarado, Ream; Jones (Diskerud - 26'/2ºT), Bedoya (Williams); Yedlin, Bradley (Johannsson), Zardes (Woods); Altidore (Morris). Técnico: Jurgen Klinsmann.

Brasil: Marcelo Grohe, Fabinho, Miranda (Marquinhos), David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias, Lucas Lima (Lucas Moura), Willian (Neymar) e Douglas Costa (Rafinha); Hulk (Firmino). Técnico: Dunga.

Gols:Hulk, aos oito minutos do primeiro tempo; Neymar, aos cinco, Rafinha, aos 18, Neymar aos 21, e Williams,

aos 45 minutos do segundo.

Juiz: Joel Aguillar (El Salvador).

Cartões amarelos: Orozco e Williams.

Renda: não divulgada.

Público: não divulgado.

Local: Gillette Stadium, em Boston (EUA).

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