Neymar espera Argentina mais aberta na partida da volta

O gol de pênalti que definiu a difícil vitória sobre a Argentina foi o 13º de Neymar pela seleção brasileira, o artilheiro da era Mano Menezes. Para o atacante, o gol vai dar tranquilidade para o jogo de volta, na Argentina, no dia 3 de outubro, na definição do título do Superclássico das Américas.

VÍTOR MARQUES, Agência Estado

20 de setembro de 2012 | 00h25

"Na única oportunidade que tive, fiz o gol. O jogo de volta vai ser muito diferente do que foi aqui, pois eles vieram muito retrancados. Lá eles vão ter de atacar, então temos de manter a calma e explorar os contra-ataques", disse o atacante.

Para Neymar, a postura defensiva do adversário dificultou as ações da equipe brasileira. "Eles vieram muito atrás e tivemos de ter paciência para esperar o melhor momento. No final, deu certo".

Para Wellington Nem, que entrou na etapa final, a persistência do time foi fundamental para a vitória. "O time buscou a vitória até o final do jogo e isso foi o mais importante. Todo mundo brigou em cada boa. Todos sabiam que a vitória muito importante para dar confiança para o jogo de volta, na Argentina", avaliou o jogador do Fluminense.

SOMBRA DE FELIPÃO - Os mais de 30 mil torcedores que foram ao Serra Dourada não ficaram satisfeitos com a fraca atuação da seleção brasileira. Isso ficou evidente logo após a saída de Lucas, aos 30 minutos do segundo tempo, quando a massa começou a pedir a cabeça do técnico Mano Menezes.

Aos gritos de "adeus Mano" e "volta Felipão", os fãs chiaram diante da atuação apática da equipe. Algumas faixas também foram exibidas no estádio. A partir daí, a seleção perdeu o apoio que vinha tendo e muitas vaias foram ouvidas.

Para o volante Paulinho, ninguém pode se abater com as vaias vindas das arquibancadas. "Temos de entender o torcedor, que sempre quer gols e espetáculo. O resultado foi importante porque conseguimos aproveitar as oportunidades e saímos com a vitória", disse.

Nos acréscimos, logos após o gol da vitória de Neymar, de pênalti, Mano comemorou com raiva, olhando para a torcida e levantando os braços. Ele sabe que o resultado positivo o ajuda a se manter no cargo. Durante a semana, ele já vinha dizendo que não estava preocupado pelo fato de Luiz Felipe Scolari, campeão na Copa de 2002, estar no mercado após sua saída do Palmeiras.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolSuperclássicoBrasilArgentina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.