Divulgação/Internazionale
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Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol: vendas de estrelas vão parar na Justiça

Transações envolvendo atacantes acabam em batalha jurídica por causa da ‘divisão do bolo’

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2016 | 07h00

As negociações de três das últimas grandes revelações do futebol brasileiro – Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol – se transformaram em disputas judiciais envolvendo clubes e empresários. O último imbróglio envolve Gabriel Barbosa, o Gabigol, vendido para a Inter de Milão no mês de agosto.

O Santos terá de depositar em juízo 10% da negociação, o que equivale a R$ 10 milhões. A Justiça de São Paulo determinou o depósito a partir de ação judicial do empresário Candido Padin Neto, que afirma ter direito ao repasse de 10% do valor de qualquer transação com o atacante. O Santos tem dois dias para fazer o depósito. Do contrário, estará sujeito a pagamento de multa por descumprimento da ordem judicial.

A Inter adquiriu os direitos federativos do jogador por 27 milhões de euros (R$ 90 milhões), mas o Santos alega que ainda não recebeu a quantia. Do montante da venda, cerca de 18 milhões de euros (R$ 65 milhões) são da equipe santista enquanto os  9 milhões de euros restantes (aproximadamente R$ 34 milhões) são do atleta. O empresário afirma que oferece ajuda financeira à família desde 2004, quando o atacante ainda era criança. 

Esse é segundo bloqueio determinado pela Justiça na mesma transação. O clube está em litígio com o Doyen Sports, que detém 20% dos direitos econômicos do atacante. O fundo adquiriu fatias de Gabigol, Geuvânio e Daniel Guedes entre novembro e dezembro de 2014, mas a diretoria não reconhece a operação, realizada a menos de 90 dias da eleição do clube, o que é proibido estatutariamente. O Santos tenta anular a transação, mas terá de depositar a parte do Doyen em juízo. 

FATIA

A negociação de Gabriel Jesus com o Manchester City também está enrolada por causa de uma disputa entre o clube e os empresários sobre o porcentual dos direitos federativos na transferência para o clube inglês por 32,7 milhões de euros (R$ 121 milhões). O Palmeiras tem 30%, Gabriel Jesus, 25%; os empresários Fabio Caran e Cristiano Simões possuem 22,5% cada do contrato. Entre o clube e o jogador está tudo certo. 

A questão envolve a agremiação e os empresários. O Palmeiras processa Caran alegando descumprimento do contrato quando o agente transformou sua empresa em sociedade limitada. Para o Palmeiras, isso é considerado uma transferência dos direitos econômicos do atleta, algo que faria a empresa perder a porcentagem sobre Gabriel Jesus. Entretanto, a empresa manteve o CNPJ e apenas passou a ter mais sócios.  O atacante deverá se transferir para o City em janeiro, mas a disputa pela divisão do bolo do camisa 33 não tem prazo para ser definida. 

CASO NEYMAR

A quarta seção da Audiência Nacional, em Madri, determinou em setembro a reabertura do processo que investiga a transferência de Neymar para o Barcelona em 2013. O processo havia sido arquivado em julho. A DIS, que detinha 40% dos direitos de Neymar, e o Ministério Público espanhol recorreram. 

Oficialmente, Santos e Barcelona haviam declarado que a negociação girava em torno de 17,1 milhões de euros. Mas a Audiência Nacional levantou que o valor ultrapassou 83 milhões de euros. A DIS recebeu 17,1 milhões de euros (R$ 6,84 milhões), mas exige, ao lado do Santos, a remuneração a partir do valor final, os 83 milhões de euros. 

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