Neymar minimiza futebol discreto e diz que 'o importante é estar na final'

Atacante resaltou que "Brasil aprendeu a ganhar na raça, dando chutão para frente'

ROBSON MORELLI - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de São Paulo

27 de junho de 2013 | 08h00

BELO HORIZONTE - Uma das característica positivas desta seleção brasileira é que ela entende os recados do treinador. Chegar à final na Copa das Confederações não mudou o sentimento e a condição de boa parte desses jogadores, como disse o lateral-direito Daniel Alves, seguido por quase todos os outros, inclusive Neymar. "O Brasil mostrou que também sabe jogar feio, dar chutões, carrinhos e ganhar na raça e na doação", afirmou.

Todos tinham a consciência de que a seleção foi muito mal no Mineirão, embora ela tenha conseguido, em determinados momentos da disputa, impor seu ritmo, ficar com a bola e pressionar o Uruguai. "Tenho essa noção, mas o importante também foi ter conseguido a classificação para a decisão. Era o nosso objetivo."

Neymar parecia desgastado. Mas estava feliz, sorrindo mais que o normal. Para ele, pessoalmente, fazer uma final provavelmente contra os espanhóis (do Barcelona, seu novo clube), seria importante, mas também não preferiu escolher rival.

O atacante também não achou que ‘apanhou’ mais do que nas outras partidas, nem entrou nas provocações de Lugano. "Foi da mesma forma", disse, para depois comentar sobre o beijinho que mandou para Gonzalez. O uruguaio não gostou da provocação. "Insultos sempre ocorrem. Também não gostei de ele ter colocado o dedo no meu olho." O craque explicou ainda sobre o cruzamento de escanteio para o gol de Paulinho. Disse que é uma de suas jogadas ensaiadas.

Pela primeira vez nesta Copa das Confederações, Neymar não foi escolhido pela Fifa como o melhor em campo. A honra ficou para o goleiro Julio Cesar. Foi também o primeiro jogo que Neymar não deixou sua marca.

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