Jean Francois Monier/AFP
Jean Francois Monier/AFP

Neymar passa em branco na votação para melhor do mundo da Fifa

Atacante não poderia ser votado para o melhor do mundo, mas tinha chance de ficar na seleção da temporada

Gabriel Melloni, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 18h17

Depois de uma participação discreta na Copa do Mundo e de uma temporada longe da ideal, Neymar não foi lembrado na festa The Best da Fifa, realizada nesta segunda-feira, em Londres. O atacante brasileiro já havia ficado de fora da lista de 10 finalistas ao prêmio de melhor do mundo e também não foi eleito para a equipe ideal da temporada pela FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol).

De fato, Neymar viveu uma temporada decepcionante em 2017/2018. Apesar do sucesso doméstico do Paris Saint-Germain, que venceu mais uma vez o Campeonato Francês, o astro, atrapalhado por uma importante lesão, não conseguiu brilhar em suas duas principais metas do ano: a Liga dos Campeões e a Copa do Mundo.

O atacante fraturou o quinto metatarso do pé direito ainda no fim de fevereiro e, dias mais tarde, viu o PSG ser eliminado pelo Real Madrid nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

O brasileiro lutou e se recuperou a tempo de disputar a Copa do Mundo, mas sua condição física durante o torneio na Rússia sempre foi uma preocupação. No Mundial, marcou apenas dois gols e pouco apareceu na derrota para a Bélgica, nas quartas de final da competição. Além disso, foi bastante criticado por seu comportamento durante os jogos, principalmente pela insistência em cavar faltas.

Desde 2013, Neymar sempre havia aparecido entre os 10 melhores do mundo. Em duas ocasiões, o brasileiro chegou até a final da disputa, mas não resistiu à hegemonia de Lionel Messi, vencedor em 2015, e Cristiano Ronaldo, o melhor em 2017, e acabou na terceira posição de ambas.

Nenhum brasileiro, aliás, ficou entre os dez finalistas desta premiação. Na equipe ideal da temporada, os únicos a figurarem entre os 11 foram os laterais Daniel Alves, companheiro de Neymar no PSG, e Marcelo, do Real Madrid.

 

 

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