Tim Ireland/AP
Tim Ireland/AP

Neymar reclama da violência da seleção do Chile: 'Parece UFC'

Brasileiro teme se machucar, assim como aconteceu na Copa

ANDREI NETTO - Correspondente em Londres, O Estado de S. Paulo

29 Março 2015 | 15h42

Caçado em campo pelos marcadores chilenos, Neymar reclamou durante e na saída do jogo do que definiu como violência da equipe de Jorge Sampaoli. Isso a pouco mais de dois meses do início da Copa América, quando vai voltar a encontrar os marcadores latino-americanos, a exemplo de Zúñiga, o colombiano que o tirou da Copa do Mundo de 2014 com uma joelhada nas costas.

Ao longo de todo o jogo, em Londres, vencido pelo Brasil por 1 a 0, o camisa 10 da seleção sofreu faltas e, a cada queda, reclamava e deixava clara a sua insatisfação contra a pegada excessiva do time do Chile. No final da partida, desabafou nos microfones: "Se isso for do jogo tem de mudar o nome para UFC".

Apesar de ter tido uma atuação mais discreta do que a contra a França, no Stade de France, o craque do Barcelona comemorou o resultado e a preparação para a primeira competição oficial sob a direção de Dunga. "Tivemos uma oportunidade e fizemos o gol", reconheceu, relativizando a importância da atuação abaixo da média neste domingo.

Segundo Neymar, o Brasil vai para o torneio no Chile com o desejo da vitória, maior até mesmo do que a obrigação. "É sempre bom vencer, ainda mais antes de uma Copa América. Os que estiverem (na competição) vão querer (vencer) de qualquer jeito."

Parceiro de ataque de Neymar contra a França e autor do gol contra o Chile, atuações que devem garantir seu nome na lista de Dunga, Firmino estava satisfeito com os dois gols marcados em quatro jogos pela seleção, tendo começado só uma partida. "Eu espero que, depois da boa impressão que deixei aqui com a camiseta da seleção, possa voltar mais vezes", afirmou na saída do jogo. "Está dando tudo certo. A bola está entrando. Eu também estou ajudando bastante, e quem trabalha Deus ajuda."

Em sua entrevista coletiva, Dunga também fez referências aos dois jogadores. A respeito de Neymar, deu a entender que trabalha para que o time não seja dependente de seu camisa 10, como aconteceu na Copa do Mundo. "Em algum momento vamos ter de jogar sem o Neymar. Ele é uma referência, não só técnica, mas de competitividade. Ele não fica parado, quer vencer. Esse espírito passa para os outros jogadores", elogiou.

A respeito de Firmino, não chegou a confirmar, mas quase, a vaga do meia-atacante na lista da seleção brasileira para a Copa América. O técnico lembrou que conhecia o Firmino havia muito tempo, e que chegou a recomendar seu nome quando treinou o Internacional. "É um jogador que tem facilidade, tem o cheiro de gol, se posiciona bem e está aproveitando a oportunidade que lhe foi dada", elogiou.

Mais conteúdo sobre:
futebol seleção brasileira Neymar

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.