Stefan Wermuth | Reuters
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Pela quarta vez, Neymar tenta levar o PSG ao tão sonhado título da Liga dos Campeões

Atacante disputa, a partir desta terça-feira, mais uma edição do torneio pelo clube francês, agora na condição de vice-campeão

Stefan Wermuth | Reuters
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Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2020 | 08h00

Neymar inicia nesta terça-feira mais uma tentativa de levar o Paris Saint-Germain ao tão cobiçado título da Liga dos Campeões. O time francês estreia na competição contra o Manchester United, no Parque dos Príncipes, em Paris, agora na condição de vice-campeão da edição passada. A partida começa às 16h (horário de Brasília).

Contratado pelo Barcelona em 2017 por 222 milhões de euros (quase R$ 1,5 bilhão na cotação atual), o atacante brasileiro é, ainda hoje, o jogador mais caro da história, mas fracassou em todas as tentativas anteriores de ajudar o clube francês a se transformar em campeão europeu. Ele e seus companheiros, claro, como o francês campeão do mundo Mbappé. Na última temporada, a equipe chegou à final, mas acabou derrotada pelo Bayern de Munique.

Neymar é o maior símbolo da obsessão do xeque Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG, em busca da Liga dos Campeões. Desde 2017, o PSG já gastou R$ 3,6 bilhões somente em novos jogadores para conquistar o título continental. Embora o PSG ganhe praticamente tudo na França, a falta de um título da Liga dos Campeões incomoda. Isso levaria o PSG a um outro patamar no continente.

Ser campeão europeu no Paris Saint-Germain também pode aproximar Neymar do seu objetivo pessoal de ganhar o prêmio de Melhor do Mundo pela Fifa. Depois de uma década de amplo domínio da dupla Messi e Cristiano Ronaldo, a disputa parece estar mais aberta agora.

Para poder estar 100% fisicamente para a estreia de hoje, Neymar foi poupado da partida contra o Nimes na última sexta-feira, pelo Campeonato Francês. O PSG, no entanto, não deverá ter vida fácil, pois está sem Verratti e Paredes, machucados. Em relação ao time da temporada passada, saíram o zagueiro Thiago Silva, agora no Chelsea, e o atacante Cavani, que foi para o Manchester United, em negócio concluído na semana passada, mas que ainda não está preparado para estrear. 

Para esta terça-feira, o objetivo de Neymar e do técnico Thomas Tuchel é mostrar que o PSG superou a saída de jogadores importantes e continua forte. "A temporada passada acabou e agora somos uma equipe diferente. Meu desafio é criar um bom ambiente em um time muito unido", disse o treinador.

HISTÓRICO

Em 2018, na primeira temporada de Neymar no PSG, a equipe caiu nas oitavas de final diante do Real Madrid. Com uma fissura no quinto metatarso do pé direito, o brasileiro ficou fora do jogo decisivo. Na temporada seguinte, o roteiro se repetiu. Neymar sofreu nova lesão no mesmo pé e não participou do confronto decisivo com o Manchester United nas oitavas de final. Pior: o atacante xingou o árbitro nas redes sociais e recebeu uma punição de três partidas de suspensão.

Livre das lesões, este ano, o brasileiro se mostrou uma liderança técnica dentro e fora de campo. Decisivo, esteve bem cotado para ser eleito o melhor jogador do torneio, mas acabou derrotado pelo Bayern de Munique na final. Desolado, caiu no choro. Mas deixou de lado, por ora, seu interesse em voltar ao Barcelona, do amigo Messi.

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