Ivan Storti/Divulgação
Ivan Storti/Divulgação

Neymar tenta se reerguer no Santos contra o Mogi Mirim

O atacante amarga a pior fase da carreira profissional e é esperança dos torcedores do time da Vila Belmiro

SANCHES FILHO, Agência Estado

28 de março de 2013 | 08h06

O Santos volta a jogar completo, nesta quinta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro, contra o Mogi Mirim, pela 15.ª rodada, e precisa da vitória para se manter entre os quatro primeiros colocados, o que dá a vantagem de ser mandante nas quartas de final do Campeonato Paulista. A esperança santista é que Neymar, que amarga a pior fase de sua carreira profissional de quatro anos, interrompa o jejum de gols e volte a ser decisivo.

Se na seleção brasileira Neymar, que era referência até há pouco tempo, já não é considerado insubstituível pelo técnico Luiz Felipe Scolari, no Santos deixou de ser certeza de gol e garantia de vitória. O último gol dele foi no domingo de carnaval, no dia 10 de fevereiro, na derrota por 3 a 1 diante do Paulista, no gramado encharcado do Pacaembu, sob os olhares de sua namorada, a atriz Bruna Marquezine.

A rigor, Neymar teve apenas uma atuação destacada em 2013. Foi na vitória por 3 a 1 contra o São Paulo, em 3 de fevereiro, na Vila Belmiro. Deu os passes para os dois gols de Miralles e ainda sofreu o pênalti, que ele mesmo cobrou e converteu. Depois daquela partida, sua produção caiu demais, tanto nos quatro jogos pelo Santos como nos três amistosos da seleção brasileira contra Inglaterra, Itália e Rússia. Para piorar, ele desfalcou o time da Baixada Santista em duas partidas por ter sido expulso na derrota contra a Ponte Preta e recebido o terceiro cartão amarelo, por simular pênalti, no clássico contra o Corinthians.

A má fase não é a primeira da carreira de Neymar. No ano passado, depois de ter participado das derrotas do Brasil em amistosos contra México e Argentina, o atacante retornou ao Santos e teve atuação discreta na eliminação do time nas semifinais da Copa Libertadores para o Corinthians. Também em 2011, Neymar também teve um período de baixa produção, não conseguindo evitar que Santos sofresse cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro - contra Flamengo, Atlético Paranaense, Vasco, Atlético Goianiense e Coritiba.

Neymar procura não demonstrar preocupação com as seguidas más atuações. Diz apenas que no futebol nem sempre as coisas saem como se deseja. Ao mesmo tempo que o seu staff e dirigentes santistas juram que não há negociação encaminhada para a sua transferência para o futebol europeu, o seu pai e principal empresário, Neymar da Silva Santos, admite que o filho tem muitas propostas de clubes de ponta da Europa.

Também o presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, acredita que vão chover ofertas para tirar Neymar da Vila Belmiro na próxima janela de transferências internacionais, em julho, mas ainda sonha com a prorrogação do seu contrato até 2016, após a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Tudo isso e mais o recém iniciado namoro com a atriz global parecem mexer com a cabeça de Neymar e quebrar a concentração do craque em campo. Porém, como nas fases negativas anteriores, o novo fenômeno do futebol pode ressurgir a qualquer momento. O que seria normal para um jogador de 21 anos e que em 260 jogos como profissional marcou 162 gols (média 0,62/jogo), sendo 131 pelo Santos, tornando-se o seu 14.º artilheiro, deixando para trás artilheiros famosos até dos tempos de Pelé, além de ter no currículo títulos da Libertadores, Copa do Brasil, três títulos estaduais, Recopa e o Sul-Americano Sub-20 com a seleção.

Montillo, que ficou na reserva no empate por 1 a 1 da Argentina contra a Bolívia, nos 3.600 de altitude de La Paz, enfrentou problema de atraso no voo de volta a Buenos Aires e só conseguiu retornar a São Paulo no começo da tarde desta quarta. Por essa razão, o meia não participou do treino, no CT Rei Pelé, e se juntou aos companheiros na concentração em seguida. Neymar chegou cedo a Santos, mas foi dispensado do treino e também só se apresentou à noite para se concentrar com o time.

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