Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Neymar volta a cobrar chance na seleção brasileira

Após brilhar na semifinal do Campeonato Paulista, o atacante de 18 anos pede ao técnico Dunga que 'arrume duas vaguinhas' no time - para ele e para Paulo Henrique Ganso

SANCHES FILHO, Agência Estado

18 de abril de 2010 | 20h02

Neymar foi outra vez o dono da festa neste domingo. A dois jogos de conquistar seu primeiro título como profissional, o jovem atacante do Santos voltou a cobrar a convocação para a seleção brasileira. Não apenas a dele, mas também a do meia Paulo Henrique Lima.

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"Espero que o professor Dunga arrume duas vaguinhas na seleção. Uma para mim e outra para o Ganso", afirmou o garoto, após a vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo, na Vila Belmiro. Autor das jogadas mais bonitas do clássico, ele ainda marcou os dois primeiros gols da partida. Agora já são 12, em 17 jogos do Paulistão, e nove gols em quatro na Copa do Brasil.

Na saída do campo, Neymar revelou que o Santos teve um motivo a mais para querer jogar bem e vencer o São Paulo novamente: o desdém que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mostrou em relação ao Santos durante a semana. "O pessoal do São Paulo falou muita coisa durante a semana e isso fez com que a gente mostrasse mais futebol ainda".

Durante a semana, o dirigente declarou que considera o Santos time pequeno ou médio e que, depois da partida do Morumbi, os santistas desceram a serra tremendo em razão da pressão que sofreu do São Paulo no segundo tempo do primeiro jogo da semifinal.

Neymar também comentou os lances que geraram os gols do jogo. No primeiro, os jogadores do São Paulo pediram um toque de mão do atacante. "No primeiro gol, sofri pênalti e cai. A bola bateu no meu ombro entrou. E, no pênalti do segundo, acho que nem tem o que discutir".

Sobre a paradinha na cobrança do pênalti, Neymar disse que não teve a intenção de menosprezar Rogério Ceni. "Parei nas cobranças contra o Guarani e o Remo, e não faço isso para cutucar ninguém. É apenas para facilitar a cobrança mesmo", explicou.

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