Nicolas Asfouri/AFP
Nicolas Asfouri/AFP

Nigéria e Islândia fazem duelo da juventude contra experiência

Pelo grupo da ameaçada Argentina, seleções se enfrentam em Volgogrado de olho nas oitavas de final

O Estado de S.Paulo

22 Junho 2018 | 00h00

Nigéria e Islândia se enfrentam nesta sexta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Volgogrado, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. É o duelo da juventude contra a experiência. E vice-versa. Entre jovialidade e cancha, nenhuma estrela.

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"Então vai ser um jogo de dois coletivos", projeta o calejado técnico da Nigéria, Gernot Rohr, de 64 anos. "A qualificação coletiva precisa estar acima da individual", corrobora o mancebo treinador da Islândia, Heimir Hallgrímsson, 51 anos, dentista na horas vagas.

Depois de perder na estreia para a Croácia por 2 a 0, a Nigéria vai para cima da Islândia em busca da vitória, para continuar sonhando com a classificação à próxima fase da competição. A previsão de calor de 30ºC na hora da partida é tida como ponto positivo a favor dos africanos.

Imprimir um ritmo forte desde o início do jogo pode fazer a diferença nos momentos finais do embate, diante de adversários nascidos e criados num país em que a temperatura média anual é de 11ºC.

 

Outra vantagem é a jovialidade do elenco nigeriano, o mais novo entre as 32 seleções da Copa, com média de 25,4 anos dos jogadores. O goleiro titular Francis Uzoho, por exemplo, têm só 19 anos.

Por outro lado, a Nigéria carrega na bagagem a participação em cinco Mundiais anteriores. Alcançou as oitavas de final três vezes: 1994, 1998 e 2014. Caiu na primeira fase em 2002 e 2010.

Mas essa experiência dos africanos não tem influenciado no desempenho da equipe. Nos últimos 13 jogos em Copa - contando a estreia na Rússia -, conquistaram apenas uma vitória: 1 a 0 contra a Bósnia-Herzegovina, em 21 de junho de 2014, em Cuiabá, durante a fase de grupos do Mundial do Brasil. Foram outras nove derrotas e três empates.

A Islândia, por sua vez, tem também sua tarimba no futebol. A média de idade dos atletas é de 28,1 anos, a nona maior entre os 32 times do torneio. A maioria com rodagem internacional, sendo apenas dois dos 23 convocados que atuam no futebol islandês.

Porém, é debutante em Copa do Mundo. Mas essa falta de experiência não pesou na estreia contra a temida Argentina. O empate por 1 a 1 foi considerado vitória. O objetivo dos islandeses na Rússia é continuar a escrever sua história na competição. Quem sabe escrever a primeira vitória em Mundiais sobre a Nigéria nesta sexta-feira? Quem sabe se qualificar às oitavas de final logo na primeira participação no torneio?           

Na primeira disputa de Eurocopa, em 2016, surpreenderam ao chegar às quartas de final. O país de 335 mil habitantes, o menor a ter disputado um Mundial, encantou o velho continente e despertou o interesse do planeta bola. Futebol vistoso dentro do campo e uma torcida fanática fora dele.

No duelo desta sexta-feira vencerá a experiência nigeriana sobre a juventude islandesa? Ou vai prevalecer a experiência da Islândia sobre a juventude da Nigéria?  

 

 

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