Nike diz não interferir em mudança de time de Ronaldinho

Fornecedora de material esportivo patrocina o brasileiro e a Inter, o que teoricamente facilitaria o negócio

Ansa

29 de abril de 2008 | 10h51

Na disputa entre Inter e Milan para ter Ronaldinho, a Nike não torce para ninguém. "Sobre a carreira de um jogador decidem somente ele e seu agente, nós nunca intervimos", disse o diretor da Nike na Itália, Andrea Rossi, durante a apresentação da nova campanha publicitária da marca.   "As hipóteses de nossa pressão sobre o Inter são só especulação. E mostram isso casos como o de Paolo Maldini (jogador do Milan), na Itália, ou de Kobe Bryant e Lebron James (jogadores de basquete), na NBA, que estão entre nossos principais garotos-propaganda, mas jogam em times que têm como patrocinador um concorrente nosso", continuou Rossi.   Se Ronaldinho for para o Milan, a única conseqüência para a Nike seria que nos comerciais o jogador não poderá mais vestir a camiseta de seu time, como faz atualmente no Barcelona. Mas "os nossos criadores trabalham sempre para superar os eventuais limites", declarou o diretor italiano.   O novo comercial da Nike foi dirigido por Guy Ritchie e traz os principais garotos-propaganda da marca, de Marco Materazzi a Cristiano Ronaldo.   PREÇO ALTO "O preço de Ronaldinho é um pouco alto, seguimos a negociação também por ótimas relações com a família, mas não me parece que somos os mais interessados, outros declararam ser oficialmente", disse o presidente da Inter, Massimo Moratti, sobre a possibilidade atual da equipe milanesa de contratar o jogador brasileiro.   Sobre a existência de um possível "clássico" com o Milan pela compra de Ronaldinho, Moratti acrescentou: "Direi que não, o único clássico no momento é aquele do próximo domingo, que para nós é importante, mas me parece importante também para o Milan".   Neste domingo, 4, o Milan, quinto colocado do Italiano, encara a líder Inter no clássico da cidade, no estádio San Siro.  

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