Ricardo Saibun/Divulgação
Ricardo Saibun/Divulgação

Nilson, vilão da noite na Vila, chegou sob a bênção de Serginho

Santista que perdeu gol sem goleiro na final foi contratado por ser um jogador 'difícil de encontrar', mas só tem 26 gols na carreira

O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 09h25

A jogada era mortal. Ricardo Oliveira ganha do zagueiro do Palmeiras, passa por Fernando Prass e deixa de bandeja para Nilson, sem goleiro, fazer o segundo gol do Santos e 'definir' a Copa do Brasil de 2015. Esse seria o final feliz da noite de quarta-feira para o atacante reserva da equipe da Vila, mas sua finalização foi para fora. Inacreditávelmente, para fora. O centroavante deixou o estádio como vilão do jogo, apesar da vantagem de 1 a 0 do seu time, e decepcionou o padrinho Serginho Chulapa, que indicou sua contratação após o Paulistão deste ano.

Auxiliar-técnico santista e dono de uma carreira brilhante no que diz respeito ao trabalho de fazer gols, de todos os jeitos, Serginho deu a bênção para a chegada de Nilson ao clube, após o Eatadual, sob a justificativa de que ele era um jogador "difícil de se encontrar" no mercado. Acontece que o camisa 39, reserva imediato de Ricardo Oliveira, não é muito amigo das redes adversárias. Em cinco anos de profissionalismo, são apenas 26 gols marcados, uma média de 5,2 por ano.

Nilson foi revelado no Vasco e teve passagens por Portuguesa, Paraná, Criciúma, Bragantino, BOA, Cianorte, Icasa e São Bento, de Sorocabva. Está com 24 anos e, portanto, muito a aprender ainda. Chegou à Vila Belmiro deixando os torcedores esperançosos. O discurso deixava qualquer fanático crente que estava recebendo um goleador nato. "Sou finalizador, bom de cabeça, de perna direita e de perna esquerda", apresentou-se o atacante em maio.

Hoje, após seis meses, soma apenas um gol com a camisa santista em 10 partidas realizadas. Foi na goleada sobre o Avaí por 5 a 2. Seu nome provavelmente só é e será lembrado pelo gol que não fez, na decisão diante do Palmeiras, nesta quarta, a não ser que se recupere na partida de volta. É claro que o atacante, que entoru no segundo tempo, não pode carregar o fardo de um possível tropeço do time na decisão na próxima quarta. Ele perdeu gol, mas Gabriel perdeu pênalti. Na balança, as chances poderiam ter o mesmo peso. Há ainda mais 90 minutos da decisão. E o Santos vai a São Paulo com a vitória debaixo do braço.

Mas como Nilson está emprestado pelo Cianorte até o fim da temporada - disputou o Paulistão pelo São Bento e marcou dois gols -, dificilmente ele seguirá no clube em 2016. Pode ter chance de mudar a história com a escalação do time reserva diante do Vasco, domingo, ou caso Dorival Junior ouse escalá-lo, mesmo que por alguns minutos, no segundo jogo da decisão da Copa do Brasil diante do Palmeiras, quarta-feira.

GOL PERDIDO

Nilson estava torto na hora de bater para o gol. O gramado da Vila pode ter atrapalhado o atacante. Desequilibrado, ele bateu para fora sem goleiro.

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