Stefano Rellandini / Reuters
Stefano Rellandini / Reuters

'Ninguém morre de covid-19', diz presidente da Sampdoria ao pedir volta do público

Massimo Ferrero também critica cientistas, alegando que eles propagam incertezas para a população

Redação, Estadão Conteúdo

14 de outubro de 2020 | 21h11

Massimo Ferrero, presidente da Sampdoria, time que disputa a primeira divisão do Campeonato Italiano defendeu com afinco a volta dos públicos aos estádios no futebol do país nesta quarta. Tanto que chegou a minimizar o potencial da covid-19 de tirar vidas para argumentar.

"É possível reabrir os estádios com 30% da capacidade. Ninguém morre de covid-19. Respeitamos o vírus, mas não devemos exagerar. Temos meios para ultrapassar isto", afirmou o dirigente durante entrevista à Radio Capital.

No mundo, as mortes por coronavírus já superaram um milhão. Na Itália, são mais de 370 mil casos 36 mil mortes. Embora tenha sido um dos mais atingidos na primeira onda da doença na Europa, o país está lidando bem com a segunda onda até o momento.

"Os cientistas dizem coisas diferentes na televisão. A incerteza acaba com a cabeça das pessoas. Os hospitais ficarão vazios, mas os hospícios ficarão cheios", criticou Ferrero.

O pedido do dirigente provavelmente tem razões econômicas: com a volta do público, os times voltam a lucrar com a venda de ingressos e outros itens vendidos em dias de jogo. Alguns países europeus já reabriram, como a Alemanha e a Rússia.

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