Ninguém morreu no tumulto, diz governo

O governo do Pará negou hoje a morte de qualquer pessoa durante e tentativa de invasão do estádio Mangueirão por torcedores que queriam assistir ao treino da seleção. Jornais de todo o País noticiaram que a menina Elineli dos Santos, de 10 anos, havia morrido em conseqüência de atropelamento na Rodovia Augusto Montenegro, que passa na frente do estádio, durante o tumulto. Para o governo, apenas seis pessoas feridas foram removidas para um hospital, mas nem precisaram ficar internadas, porque não havia gravidade. A informação contraria declarações de médicos, enfermeiros e atendentes, que registraram mais de cem feridos, pelo menos seis deles com alguma gravidade. A informação sobre a suposta morte da criança foi repassada à imprensa por médicos que atendiam as vítimas no ambulatório do estádio e por plantonistas do Pronto Socorro Municipal, para onde foram levados alguns feridos ? depois transferidos para hospital particular por ordem do governador Simão Jatene. O governador anunciou que o Estado assumirá o pagamento das despesas. O diretor do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Joaquim Araújo, e o secretário estadual de Saúde, Fernando Dourado, garantem que nenhuma criança foi vítima de atropelamento e morreu perto do estádio ou em outro lugar da capital durante a tarde ou noite de terça-feira. Segundo nota, a única morte registrada na noite de terça foi a de um ciclista, atropelado na Belém-Brasília. Não houve manifestação, porém, sobre a situação de Thiago Correa, anos, que sofreu traumatismo craniano, assim como de Tamires Mesquita, 15 anos, e Maria Paula, 17, que apresentam escoriações pelo corpo e fraturas nas pernas e braços.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2005 | 19h29

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.