No ABC, torcidas brigam antes do jogo

Um princípio de conflito entre torcedores do Palmeiras e do São Paulo agitou a Polícia Militar, neste domingo, antes do clássico, na primeira rodada do Superpaulistão. Sem contar com o reforço do 2º Batalhão de Choque da PM da capital, especializado na segurança dos estádios e no confronto com torcedores, os soldados tiveram que agir com rigor para evitar que uma pequena briga entre as torcedores tivesse maiores conseqüências. A poucos metros do Estádio Anacleto Campanella havia a sinalização indicando qual setor as torcidas de Palmeiras e de São Paulo deveriam seguir, assim que chegasse na cidade. Mas o problema estava justamente no momento de entrar no estádio. Como a distância de um portão e o outro é curta, o encontro entre as torcidas adversárias foi inevitável. Por isso, assim que os torcedores tiveram permissão para entrar no estádio, houve provocações e pequeno tumulto. A PM conseguiu controlar a situação. Temendo novos problemas, o capitão Valente, da PM, que estava comandando o policiamento no setor externo do estádio, pediu o apoio da cavalaria para controlar a entrada e saída dos torcedores. Dentro do estádio, as duas torcidas foram bem divididas pela PM. "É a primeira vez que a cidade recebe um jogo desse, entre duas torcidas rivais. A Federação (Federação Paulista de Futebol) decidiu trazer a partida para São Caetano, e nossa obrigação é dar total segurança para os torcedores", disse o capitão Valente, do 6º BPM, que mobilizou 200 soldados, incluindo o policiamento no estádio e em várias regiões da cidade, especialmente para o clássico paulista. O segundo jogo entre Palmeiras e São Paulo será quarta-feira. O local da partida deverá ser anunciado nesta segunda-feira pela FPF. A entidade não pretende levar o jogo para a cidade que fique a mais de 200 quilômetros da capital.

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