Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

No Allianz Parque, Palmeiras joga por Roger Machado e para ter paz

Contra o Junior de Barranquilla, pela Libertadores, equipe alviverde quer afastar tormenta por derrota no clássico

Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2018 | 07h00

Estava tudo bem no Palmeiras até o último domingo. Time classificado à próxima fase da Libertadores, vaga encaminhada às quartas de final da Copa do Brasil e briga nas primeiras posições do Brasileirão. A derrota para o Corinthians veio acompanhada de uma tormenta que o time busca desviar de sua rota nesta quarta-feira, a partir das 21h45 (de Brasília).

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O duelo em si com os colombianos do Junior de Barranquilla, no Allianz Parque, pela última rodada da fase de grupos do torneio continental, não teria por que trazer maiores consequências ao time, já classificado à próxima fase – tanto que o técnico Roger Machado deverá poupar diversos titulares em casa e escalar uma formação mista.

O problema é que a torcida já começa a temer pelo pior, escaldada com o roteiro do ano passado e por ver, em 2018, semelhanças preocupantes. A maior delas: derrotas em partidas decisivas, como foi o 1 a 0 do dérbi em Itaquera, no fim de semana.

Apenas neste ano, foram três tropeços contra o maior rival, incluindo o da final do Campeonato Paulista que provocou um verdadeiro estardalhaço extracampo na tentativa de a diretoria impugnar o resultado do jogo e desqualificar o torneio. 

Coincidentemente, na semana em que outro revés para os corintianos causou outra grande repercussão, o presidente do clube, Maurício Galiotte, acabou punido ainda pelas declarações relacionadas ao primeiro furacão.

Saiu de cena a suposta interferência externa na arbitragem, entrou no ar uma torcida revoltada que foi até a Academia receber o ônibus da delegação, recém-chegado de Itaquera, com pedras e gritos de “time medíocre”.

Nas redes sociais, a principal organizada palmeirense cobrou a demissão do treinador. “Números e estatísticas de nada valem se não tiver títulos”, escreveu em um manifesto.

Precipitado? Afinal, ainda falta chão até a equipe encarar novas decisões ou mesmo ter chance de disputar uma taça – a Libertadores, por exemplo, terá os confrontos das oitavas de final sorteados em 4 de junho. Os mata-matas só virão depois da Copa do Mundo da Rússia. Nada disso parece importar muito no atual cenário. “Para o ano promissor não acabar apenas como promessa, o momento é agora”, traz outro trecho do texto divulgado pela organizada.

Em 2017, o Palmeiras parou na semifinal do Paulistão, nas oitavas da Libertadores e foi vice-campeão do Brasileiro. Falou-se em grupos palestrinos nas redes sociais que a cobrança veio tarde. Para um clube que, pela segunda temporada consecutiva, recebe investimento pesado e é tido como o melhor elenco do País, o relógio sempre correrá mais depressa. Daí a urgência de se mostrar serviço em um jogo “inofensivo” como o de hoje no Allianz. 

“Fizemos um bom Paulista, mas, infelizmente, não o conquistamos. O Roger tem um bom trabalho. Ele precisa de sequência. Estamos na frente na Libertadores, brigando na Copa do Brasil, na parte de cima do Brasileiro... A verdadeira torcida acredita no trabalho do Roger”, disse o meia Guerra, escalado para substituir Lucas Lima, justamente quem, talvez, sintetize o que a torcida mais abomina atualmente – a inoperância em partidas com alto grau de exigência. “Jogamos por todos, o Palmeiras é uma família”, diz o jogador. Mas ele sabe que é preciso superar esse momento de desconfiança.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS X JUNIOR DE BARRANQUILLA

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Luan, Thiago Martins e Victor Luis; Thiago Santos (Felipe Melo), Tchê Tchê e Guerra; Dudu, Hyoran (Deyverson) e Willian. Técnico: Roger Machado

JUNIOR DE BARRANQUILLA: Sebastián Viera; M. Piedrahíta, J. Ávila, Pérez e Arias (Murillo); S. Hernández (Ruíz), Pico, Cantillo e González; Chará e Teo Gutiérrez. Técnico: Julio Comesaña.

Juiz: Enrique Cáceres (PAR).

Local: Allianz Parque.

Horário: 21h45.

Na TV: Globo e Sportv

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