No Bahia é hora de lamentar os erros

O nervosismo dos jogadores do Bahia impediu que o time voltasse à Primeira Divisão no sábado. Em Fortaleza aconteceu tudo o que a equipe da casa precisava: vitória por 2 a 0 sobre o Avaí. Com isso bastava um simples 1 a 0 contra o Brasiliense para o Bahia ficar com a segunda vaga. Como o time ainda não havia perdido na Fonte Nova na Série B, ninguém imaginava um outro resultado que não fosse a vitória, mesmo porque o adversário já estava classificado e jogava sem cinco titulares.Na prática, contudo, o time do Bahia em campo foi um desastre e para completar o árbitro Paulo César de Oliveira não marcou um pênalti claro a favor do Bahia quando a partida estava 0 a 0. A torcida ajudou o Bahia como pôde. Foi um tal de levar patuás, folhas de descarrego, ?trabalhos de candomblé? e imagens de santos que nunca se viu no Estádio da Fonte Nova. Era o "além" mais uma vez convocado a ajudar o time da maior torcida do Nordeste. Ocorre que faltou futebol e os torcedores desde o apito final do juiz suportam uma gozação criada no primeiro semestre para espezinhar o rival Vitória, quando o time foi eliminado pelo Flamengo na Copa do Brasil. "O padeiro mandou avisar que só tem pastel, o sonho acabou". A referência era o tão sonhado primeiro título nacional que o Vitória mais uma vez não havia conseguido.Todos os torcedores do Bahia que ligaram para as emissoras de rádio de Salvador para protestar contra o fiasco do time disseram que o único objetivo agora é "secar" o Vitória para que ele seja rebaixado. Os tricolores sabem que se isso não ocorrer, 2005 será mais um ano terrível.O mais traumatizado com a desclassificação do Bahia foi o técnico Vadão. Ele criou uma relação excelente com os torcedores e pediu desculpas pelo fracasso do time. "Disputei dez decisões nos últimos dois anos e perdi três; essa foi a mais decepcionante de todas por causa dos torcedores do Bahia", disse.

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