JF Diorio/Estadão
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No banco, jovens técnicos também buscam espaço

Tanto Rogério Ceni como Fabio Carille estão no início de suas carreiras como treinadores e em fazem de afirmação

Daniel Batista e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2017 | 07h00

Não é só dentro de campo que jovens talentos mostrarão sua cara no clássico. Do lado de fora das quatro linhas, os técnicos Rogério Ceni e Fabio Carille tentam se afirmar como esperança de renovação nos comandos das equipes. Pela primeira vez eles iniciaram uma temporada como treinadores principais e sabem que uma partida desta importância pode colocá-los em um outro patamar.

Carille foi auxiliar no Corinthians, depois interino até ser oficializado no final do ano passado. Sua estreia foi na Florida Cup, em janeiro, quando venceu o Vasco por 4 a 1, mas no jogo seguinte, contra o São Paulo de Ceni, viu o time sair perdedor nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal.

O técnico do São Paulo, por sua vez, assumiu o time em 2017 após ter uma longa e vitoriosa carreira no clube. Também começou sua caminhada na Florida Cup, logo com um título diante do rival, e em 16 partida no ano, perdeu apenas duas. Mas sabe que agora terá uma disputa complicada.

“O Corinthians é sempre um jogo duro, em qualquer lugar, assim como contra o Santos ou Palmeiras. O que me incomoda é não vencer os jogos. Nos últimos jogos diminuímos os gols sofridos, mas diminuímos os gols feitos. Precisamos vencer mais jogos pois a classificação no campeonato ainda corre risco”, disse Ceni.

Para Carille, as duas equipes ainda estão em formação, mas ele vê problemas distintos. Enquanto o Corinthians tem seu ponto forte na defesa, com sete gols sofridos enquanto o adversário tomou 19 no Estadual, o ataque balançou as redes apenas 10 vezes, diante de 23 gols que o São Paulo marcou.

“O Rogério está tendo dificuldades diferentes das que eu estou tendo aqui. A parte ofensiva dele está bem desenvolvida, chegando rápido ao ataque e sofrendo muito com a parte defensiva. Com a gente é o contrário. Precisamos melhorar o ataque. São os dois times que mais mudaram o elenco e precisamos ter inteligência para corrigir os problemas o quanto antes”, frisou o comandante corintiano.

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