No Brasil, Verón alcança o topo da América

O meio-campista argentino Juan Sebastián Verón cumpriu o sonho de levantar a Copa Libertadores da América, o cobiçado troféu continental sobre o qual tantas vezes ele ouviu seu pai Juan Ramón falar.

LUIS AM, REUTERS

16 de julho de 2009 | 11h06

Verón, de 34 anos, foi o líder natural e por herança do quarto título continental do Estudiantes de La Plata, que na quarta-feira venceu o Cruzeiro por 2 x 1 no Mineirão.

"Vim à Argentina com o sonho de ganhar meu primeiro título local e a Copa Libertadores com o Estudiantes", havia dito "La Brujita" Verón em 2006, quando retornou ao país após mais de uma década no futebol europeu.

Desde sua volta ao futebol argentino, Verón foi eleito o melhor futebolista sul-americano em 2008 e transformou-se num dos jogadores símbolos da seleção argentina comandada por Diego Maradona, que luta para se classificar para a Copa do Mundo do ano que vem na África do Sul.

A herança futebolística também se transformou em idolatria pelo sobrenome Verón no Estudiantes que, com os gols do pai do meio-campista, conquistou três Libertadores seguidas, as de 1968, 1969 e 1970.

"É o título que faltava. Conquistou o torneio local e não pode vencer a Copa Sul-Americana (em 2008, quando foi derrotado pelo Internacional), por isso essa Libertadores tem um sabor especial para ele", disse o pai Ramón Verón em entrevista recente à Reuters.

"La Brujita" lembrou várias vezes os tempos de criança, quando o pai, em vez de ler uma história de piratas para ele, contava as batalhas travadas nas quatro finais de Libertadores que disputou com a camisa do Estudiantes.

Inspirado naqueles tempos brilhantes de seu pai, Verón incorporou essa mística que o levou a conquistar o 12o título de sua carreira. "Brujita" não teve um bom início no Estudiantes em 1994, quando a equipe foi rebaixada para a segunda divisão do futebol argentino.

Após a volta da equipe à elite, Verón foi vendido por 3 milhões de dólares ao Boca Juniors, onde não conquistou títulos, mas prestígio para seguir uma longa carreira na Sampdoria, Parma e Lazio, da Itália.

Suas boas atuações e títulos conquistados com esses clubes o levaram ao futebol inglês, onde atuou no Manchester United e no Chelsea, de onde saiu para sua última aventura no futebol europeu, na Inter de Milão.

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