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No Castelão, Dunga diz que Romário 'tem que trazer os fatos'

Técnico também responde sobre Pato, Ricardo Oliveira e Neymar

Carmen Pompeu, Especial para O Estado

29 de setembro de 2015 | 17h43

"Não adianta assessor querer colocar nome de jogador em jornal que ele não vai ser convocado". O recado é do treinador da seleção brasileira, Dunga, ao responder nesta terça-feira (29) a perguntas de jornalistas durante uma entrevista coletiva, na Arena Castelão, em Fortaleza. Perguntado se o recado era para Alexandre Pato, do São Paulo, Dunga disse que "é em geral. Respeitamos muito o trabalho de cada um. E nós fizemos uma análise muito criteriosa sob todos os aspectos e é normal que começa a surgir nomes. Não precisa. A gente está olhando. Não se preocupe que a gente está olhando com muito carinho, com muita atenção. E mais do que ninguém nós queremos ganhar. Trazer de volta o sorriso para o torcedor de novo". 

Dunga comentou as declarações do senador Romário (PSB-RJ) que denunciou que o treinador estava fazendo convocação com interesses financeiros. "Sou um pouco nordestino. Com a faca entre os dentes. Ele tem que trazer os fatos. Só a opinião não resolve. Os fatos tem que trazer. Então o que nós cobramos é no momento oportuno vamos pedir esclarecimentos do senador".

O treinador espera contar com Neymar para os primeiros jogos em outubro das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. "Tem essa possibilidade de contar com o Neymar, mas nós temos sempre o Plano B. Tem esse julgamento e se nós pudermos contar com ele, melhor. Queremos contar sempre com os melhores. Senão a gente vai tomar outras decisões que melhor serão cabíveis à seleção brasileira". Sobre um substituído para Neymar, Dunga disse que "quanto a escolha de A ou B eu tenho uma filosofia bem definida. Não adianta assessor colocar nome em jornal que não vai ser convocado".

Dunga aposta em Ricardo Oliveira para o ataque do Brasil contra o Chile e a Venezuela. "Ricardo tem a experiência de jogar de costas para o gol adversário. De fazer a parede. De ter um imposição física, além da técnica. Já o Firmino é um jogador que vinha em crescimento, mas teve essa troca de país. Demora um pouquinho para adaptação. Mas é um jogador que se movimenta, que sai mais da área. Tem uma característica um pouco diferente do Ricardo. Mas com o Ricardo a gente ganha mais um homem de área e que também sabe sair e sabe jogar".

O treinador não teme o Chile na estreia das Eliminatórias, na próxima semana em Santiago. "A gente vai ter que jogar contra todos. Uma Eliminatório não tenho como escolher adversário. A gente tem que jogar. Eu não coloco como dificuldade. Coloco como oportunidades que vão surgir para nós. Temos que estar preparados. Vamos ter que jogar contra todos. Respeitamos a todos, mas nós confiamos no Brasil. Assim como o Chile é o último campeão da Copa América, o Brasil foi várias vezes campeão da Copa América, várias vezes campeão do Mundo e nós temos qualidade e temos que acreditar no nosso potencial".

Dunga escalou cinco jogadores como candidatos a capitão da Seleção. "Estamos trabalhando um grupo de líderes técnicos, como Neymar, Luiz Gustavo, Philippe, Miranda e David Luiz. Eu era o capitão em 1994, mas antes disso era um líder comandado pelo grupo. Era um dos porta-vozes".

Dunga esteve em Fortaleza para colocar o pé na calçada da fama da Arena Castelão e fazer reconhecimento de campo do estádio Presidente Vargas, onde o Brasil vai treinar para o jogo contra a Venezuela, dia 13 de outubro, na Arena Castelão. Antes Dunga almoço com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), numa visita de cortesia ao Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado em Fortaleza. Dunga finaliza a visita assistindo nesta noite ao jogo Ceará x Luverdense (MT), pela Série B do Campeonato Brasileiro, na Arena Castelão.

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