Divulgação/CearaSC
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No Ceará, professora chama árbitro de 'macaco' e caso vai parar na delegacia

Mulher é mãe de um jogador do Juazeiro Sub-15

Carmen Pompeu, especial para a AE, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2016 | 17h37

Uma professora universitária cearense vai responder processo na Justiça por chamar o árbitro Joanilson Scarcella de "macaco". A docente, que a Polícia Civil não quis identificar, chamou o juiz de "macaco" várias vezes no primeiro tempo do jogo Ceará x Juazeiro, valido pelo Campeonato Cearense Sub-15, no último sábado. A partida era realizada no estádio Franzé Morais, em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza.

A professora, que é mãe de um jogador do Juazeiro, por várias vezes gritou das arquibancadas contra o árbitro e disse que ele deveria "comer banana para aprender a apitar". Joanilson Scarcella, que é negro, no intervalo do jogo determinou que a professora deixasse o estádio, de propriedade do Ceará. Ela não cumpriu a ordem e o árbitro encerrou a partida. Ele foi à delegacia municipal de Itaitinga, onde registrou um Boletim de Ocorrência (BO).

Integrante da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), o ex-árbitro Hilton Alcântara informou à imprensa cearense que um assistente e dois jogadores do time do Ceará testemunharam na delegacia acusando a professora por racismo.

"O árbitro disse que só recomeçaria a partida em seu segundo tempo se a professora fosse retirada do estádio Franzé Morais. Integrantes da comissão técnica do Juazeiro tentaram convencer a professora a sair, mas ela não cedeu e não saiu. Daí o árbitro encerrou a partida quando o placar estava 0 a 0", relatou Hilton Alcântara.

A FCF vai se pronunciar sobre a súmula do árbitro nesta segunda-feira. Há a possibilidade da partida ser reiniciada. A entidade não se manifestou ainda sobre o caso de racismo.

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