Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

No Corinthians, Citadini vê viés político em impugnação e deve ir à Justiça

Ex-dirigente critica comissão eleitoral e afirma que só considera Andrés Sanchez como adversário ao pleito

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2018 | 16h16

Antônio Roque Citadini promete ir até as últimas consequências para conseguir concorrer à presidência do Corinthians. O ex-dirigente, que teve a candidatura impugnada, critica a comissão eleitoral do clube, vê viés político na decisão, ameaça ir à Justiça e afirma que a disputa pelo pleito é apenas com Andrés Sanchez, descartando os outros candidatos. O jurista ainda disse que torce para que a eleição seja definida realmente no dia 3 de fevereiro e não tenha uma disputa judicial. 

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"Estamos trabalhando em duas frentes. Na questão interna do clube, fazendo um procedimento que é um recurso para o conselho do clube e ainda um trabalho na área do judiciário", disse Citadini, em entrevista concedida nesta quarta-feira. "Eu gostaria que isso fosse resolvido dentro do clube. Não é bom que as coisas acabem indo para a Justiça. Se não tiver caminho, vamos tratar lá. Espero que a comissão eleitoral acerte o passo", completou. 

Ex-vice-presidente do clube de 2001 a 2004 teve a candidatura impugnada pelo fato de ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, algo que o impediria de assumir algum cargo administrativo no clube. Entretanto, na eleição passada, ele já era conselheiro do TCE e não teve que responder ao tema.

"Acredito que exista uma apreensão especial dos desembargadores, pois tenho muito mais condições de ganhar do que na outra eleição. Todas as pesquisas mostram que a disputa está entre o Andrés e eu. A expectativa de mudança é real", afirmou. "Não me preocupo se os outros (candidatos) mereçam ser impugnados. A eleição é entre Andres e eu. Vamos ser realistas. Não vamos ficar escondendo o que está claro. Respeito os outros candidatos, o Paulo (Garcia) e os demais, mas temos que ser honestos", opinou.

Sem citar nomes, Citadini reclama dos desembargadores da comissão eleitoral. O ex-dirigente lembra que alguns membros da comissão fizeram parte da chapa Renovação e Transparência, que conta com o candidato Andrés Sanchez como candidato. 

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"O grupo de desembargadores que está na comissão eleitoral é parte da chapa Renovação e Transparência. Acho que eles estão meio perdidos, por várias razões, entre eles, por causa da eleição. Esse grupo de desembargadores não são estranhos ao Renovação. Não quero dizer que foi o Andrés, estou dizendo que é um pessoal historicamente ligado a uma chapa", explicou Citadini, que emendou. "Provavelmente, tem o envolvimento de um ou outro, torcida de alguém, sei lá. Mas não tenho dados para dizer ou acusar alguém. A minha candidatura e a do Andrés querem que a eleição saia o quanto antes, pois são as duas chapas mais fortes".

O dirigente afirma ainda que a Comissão Eleitoral está sendo responsável por toda a confusão na eleição do clube. "A nossa preocupação é que estamos em uma eleição que está sendo tumultuada pela comissão. Geralmente, tem briga de candidatos, mas não é o que está ocorrendo. A comissão tem dado vários atropelos. A questão dos sócios anistiados, eles foram avisados na hora que estava acontecendo e nada fizeram. Deixou acontecer e depois foram tomar a decisão. Ela (comissão) perdeu prazo para publicação da lista de candidatos e ainda passou a ser uma comissão que, ao invés de aplicar o estatuto, quis ser genérico sobre todos os assuntos", protestou.

O fato é que, neste momento,o Corinthians conta com quatro candidatos à presidência e a disputa será dia 3 de fevereiro. Andrés Sanchez, Paulo Garcia, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior são os candidatos. Entretanto, há a possibilidade de que disputas judiciais impeçam que o vencedor assuma o cargo. "Espero que a eleição acabe mesmo dia 3. Seria muito ruim se isso não ocorresse", disse Citadini, que apesar dos protestos, está convicto de que conseguirá reverter a decisão da comissão e voltará a ser candidato. 

 

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