No dia de folga, seleção se esconde e frustra a torcida

Se os jogadores da seleção brasileira consideraram justa a folga concedida nesta segunda-feira pelo técnico Carlos Alberto Parreira, a torcida que se acotovelou em frente ao hotel Kempinski, em Königstein, à espera de autógrafos, abraços, beijos ou ao menos um aceno distante, ficou frustrada.Era mais fácil parar Ronaldinho Gaúcho dentro de campo do que conseguir ver algum jogador da seleção. Os que saíram do hotel o fizeram pelos fundos, e ninguém deu nenhum sinal de seu paradeiro. A reapresentação está marcada para as 22 horas, no horário local (17 horas em Brasília). O tumulto na frente do hotel foi grande, e a polícia interveio para tentar organizar a confusão.Os únicos que trabalharam foram alguns membros da comissão técnica, liderados pelo preparador físico Moraci Sant´Anna, que viajaram até a vizinha Offenbach (22 quilômetros de distância) para conhecer o campo em que a seleção vai treinar na quinta-feira, único dia em que se apresentará diante da torcida na última semana de preparação para a estréia na Copa, dia 13, em Berlim, contra a Croácia.Moraci não gostou do que viu: um campo duro, cheio de buracos e com falta de grama em alguns lugares. Mas os proprietários do estádio disseram que tudo deve estar pronto até o dia do treino.Carlos Alberto Parreira também não apareceu, mas a assessoria de imprensa da CBF já marcou compromisso para ele nesta terça-feira: às 13 horas (8 horas de Brasília), ele concede sua primeira coletiva na Alemanha. Antes, pela manhã, comanda o primeiro treino na sede da Copa, às 9h15 (4h15 de Brasília), no SportPark. Os jogadores só darão entrevistas antes do treino da tarde.

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